terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

América Latina é mais preocupada com as mudanças climáticas, mostra estudo.
Da Patagônia ao ponto mais a norte do México, a mudança climática é percebida como um problema “muito sério” entre 80% e 60% da população, preocupação que duplica o que se expressa nos Estados Unidos e no Canadá.

Isso é mostrado por uma pesquisa realizada pelo Americas Barómetro e Vanderbilt University, que incluiu 29 países e avaliou os fatores individuais que prevêem a opinião pública sobre mudanças climáticas nas Américas.

Com base em suas pesquisas, os autores concluíram que o nível educacional e socioeconômico, bem como a avaliação de riscos, são os principais preditores de preocupação com esse fenômeno na região.

Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Honduras lideram a lista de países com maior preocupação com as mudanças climáticas. Na América Central, 8 das 10 pessoas entrevistadas responderam que consideravam “muito sério” se seus governos não fizeram nada para mitigar as consequências do fenômeno.

Nos Estados Unidos e no Canadá, por outro lado, apenas 4 dos 10 cidadãos questionados descreveram este problema como “muito sério” para seus países.

Outra diferença nas Américas destacada no estudo é a politização do tema. Enquanto nos EUA, a preocupação com as mudanças climáticas difere de acordo com a inclinação política dos indivíduos, na América Latina e no Caribe é mais difundida em todo o espectro político.

“O alto nível de preocupação com as mudanças climáticas na América Latina e no Caribe indica que existe, pelo menos, uma demanda latente entre os cidadãos para obter respostas. Os dados sugerem que os líderes (locais e nacionais) e as ONGs que defendem soluções encontrarão uma audiência interessada no diálogo “, disse Elizabeth Zechmeister, uma dos autores do estudo que usou uma amostra representativa de cada país, para a SciDev.Net, tanto na população urbana como rural.

A descoberta parece promissora para iniciativas verdes que buscam cidades latino-americanas para apostar nos transportes públicos com energia renovável ou para promulgar ordenanças em favor da construção ecológica.


Fonte: ENVOLVERDE
Parque Solar da Enel começa a funcionar no Estado da Bahia.
A Enel, por meio de sua subsidiária de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), iniciou operação de seu parque solar Horizonte (103 MW), localizado no município de Tabocas do Brejo Velho, no estado da Bahia.

“A entrada em operação de Horizonte representa um novo marco para a presença do Grupo no mercado de energia solar do Brasil, onde em apenas oito meses adicionamos quatro novos projetos que somam uma capacidade de 807 MW de energia solar. Entre esses projetos, está a maior usina solar fotovoltaica da América do Sul atualmente em operação, Nova Olinda” , disse Antonio Cammisecra, Responsável Global da Divisão de Energias Renováveis da Enel, Enel Green Power.

“ Confirmamos nossa liderança no setor de energias renováveis brasileiro, como reconhecido também após as recentes vitórias do Grupo nos últimos leilões. Dessa forma, estamos , contribuindo para a diversificação da matriz de geração do país e para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.”

A Enel investiu aproximadamente 110 milhões de dólares americanos na construção de Horizonte, como parte dos investimentos previstos no atual plano estratégico da companhia, e é financiado por meio de recursos próprios do Grupo Enel, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste (“BNB”). O parque solar é apoiado por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA, sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE).

O parque solar Horizonte é composto por cerca de 330 mil painéis solares e será capaz de produzir mais de 220 GWh por ano quando estiver operando plenamente.No Brasil, o Grupo Enel tem uma capacidade instalada de energias renováveis de cerca de 2,9 GW, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, dos quais 842 MW são de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.270 MW de energia hidrelétrica. A companhia também conquistou recentemente contratos para uma capacidade total renovável de mais de 1 GW nos leilões brasileiros A-4 e A-6.


Fonte: ENVOLVERDE
Poluição sonora aflige cada vez mais os centros urbanos.
A poluição sonora prejudica a saúde, o meio ambiente natural e antropizado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ruído é considerado um problema de saúde pública e uma das causas de poluição que mais afeta o planeta. Dos problemas mais frequentes temos os ruídos em excesso no ambiente urbano externo, perdas auditivas, irritabilidade, agressividade, stress, insônia, pressão alta e problemas cardiovasculares.

Ruídos são gerados em diferentes ambientes, como o externo e o interno, mas podem ser controlados por soluções em acústica, que devem ser projetados e aplicados por equipe especializada. Ouvir boa música, ver um filme, jogar videogame ou fazer uma reunião confidencial devem proporcionar tranquilidade e privacidade para quem participa e quem não precisa participar. O processo de acústica auxilia na interatividade, redução de estresse, bem estar, aprendizado e aumento de produtividade.

De acordo com o estudo All About Music, promovido pelo Vagalume, 52% dos brasileiros dedicam seu tempo apenas para ouvir música, enquanto 32% ouvem ao trabalhar e 25% enquanto jogam. O som também influencia na percepção e melhora das habilidades em jogos de videogame. Há ainda consumidores que investem em um sistema de som de qualidade, com surround e recursos, por exemplo, mas esquecem de desenvolver um ambiente acusticamente preparado para receber a absorção e a difusão das ondas sonoras.


Fonte: ENVOLVERDE
São José dos Campos usará lâmpadas de LED na iluminação pública.
A Câmara de São José dos Campos aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar operação de crédito junto ao Banco do Brasil, até o valor de R$ 32,1 milhões, para continuidade do Projeto Iluminar, que integra o Plano de Gestão com o objetivo de garantir mais segurança para a população.

O Projeto Iluminar teve início neste ano e prevê a substituição gradativa das 75 mil luminárias atuais de ruas e avenidas por LED, mais potentes e modernas.

Além de serem mais eficientes, contribuirão para a diminuição da necessidade de manutenção e reparos na iluminação pública, gerando economia para os cofres públicos.

Economia

O investimento na iluminação de LED proporcionará uma economia anual estimada de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 1,9 milhão em relação ao consumo de energia e de R$ 636 mil com a manutenção dos equipamentos. Outros R$ 1,1 milhão serão economizados através da reutilização das lâmpadas e reatores que serão substituídos.

Além da economia, a expectativa é de que a modernização da iluminação contribua para a redução da criminalidade e que proporcione maior conforto e segurança para a população.

Iluminação moderna

O Projeto Iluminar começará com a instalação de 500 luminárias no primeiro semestre deste ano, sendo que 100 já foram implantadas no novo trecho da Via Oeste. As outras 400 iluminarão avenidas de grande fluxo de veículos e pessoas. Os locais já estão sendo definidos.

O financiamento aprovado pela Câmara permitirá a continuidade do projeto, que prevê a instalação de outras 18 mil lâmpadas de LED entre julho de 2018 e julho de 2019.

Elas serão implantadas sempre em corredores de ônibus e nas proximidades de escolas e das câmeras de vigilância do COI (Centro de Operações Integradas). 


Fonte: ENVOVERDE

Portos do Arco Norte crescem com demanda de milho e soja para exportação.

Levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostra que o escoamento de grãos pelo Norte/Nordeste do País quanto a movimentação de carga geral cresceu 8,3% de 2016 para 2017 em todo o País. Já os cinco portos do Arco Norte (Porto Velho – RO, Miritituba – PA, Santarém – PA, Itacotiara – AM, Barbacena – PA, e Itaqui – MA) aumentou em 80%. Foram 51,2 milhões de toneladas de soja e milho.

Na avaliação de Fernando Serra de Fernando Serra, gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, a efetivação de investimentos para a região, de forma a proporcionar capacidade de movimentação para Portos Públicos e Privados, contribuiu para o excelente desempenho. O gerente deu o exemplo de que Portos Públicos como Itaqui-MA, Santarém-PA e Porto Velho-RO, se aparelham cada vez mais na adequação de suas infraestruturas e superestruturas, de forma a estarem capacitados ao crescimento das demandas por movimentação.

“Além disso, também há investimentos na ampliação e na implementação de novos portos privados, notadamente nas regiões de Miritituba e Barcarena. Desses portos, a soja e o milho saem para o mercado externo, atendendo, principalmente a destinos na Ásia e Europa”, explicou Serra.

Segundo a ANTAQ, em 2017, o setor portuário brasileiro (portos públicos + terminais de uso privado) movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Esse valor corresponde a um crescimento de 8,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 1,002 bilhão de toneladas.


Fonte: ENVOLVERDE

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Plantio de mogno africano reduz destruição de floresta nativa.
A dificuldade em realizar investimentos sustentáveis e a preocupação com os danos causados pela exploração de florestas nativas fez com que os especialistas em mercado financeiro Thiago Campos e Gilberto Derze criassem a RADIX. Com foco em Mogno Africano, a empresa faz o plantio de florestas comerciais e capta recursos por meio de investimentos coletivos.

Criada em 2015, a RADIX chegou ao mercado para abrir as portas de aplicações sustentáveis a pequenos e médios investidores por meio de cotas de R$ 400 e expectativa de rendimento de 12% ao ano – sem considerar a valorização da madeira. “Investir em florestas é ir além da questão financeira. 

É contribuir com o meio ambiente e ainda ser remunerado por isso”, diz Campos. O processo é 100% on-line e está sendo realizado por uma das maiores plataformas de equity crowdfunding do Brasil, a StartMeUp, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar esse tipo de operação.

Até o momento, os 30 hectares de Mogno Africano plantados pela RADIX somam 20 mil árvores cultivadas e toneladas de dióxido de carbono absorvidas da atmosfera. A companhia auxilia, portanto, na redução de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. “Além disso, quando explorada, a floresta fornece madeira para o mercado com alta produtividade, o que evita a destruição da flora nativa em uma proporção que pode chegar a 10 vezes a área plantada”, afirma Thiago.


Fonte: ENVOLVERDE
Estudo mostra realidade das Unidades de Conservação em biomas brasileiros.
No recente trabalho publicado na revista Acta Oecologica, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC) da UNESP-Rio Claro e um pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) testaram a eficiência da rede das Unidades de Conservação nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica. Para isso o grupo utilizou uma abordagem pouco usual: eles avaliaram como as áreas de proteção (Protected Areas – PAs), como são conhecidas no termo técnico da área, eram eficientes em manter áreas climáticas estáveis ??(Climate Stable Areas – CSAs).

“Áreas climáticas estáveis são áreas que se mantiveram como bioma florestal em diferentes cenários de mudanças climáticas passadas (21 mil, 6 mil anos atrás e atualmente). No passado, esses biomas se moveram geograficamente devido às mudanças climáticas do Holoceno e do Pleistoceno, mas algumas áreas se mantiveram geograficamente e climaticamente estáveis”, segundo o pós-doutorando Thadeu Sobral-Souza, que liderou o grupo. Ele continua, “nossos modelos encontraram justamente quais são essas áreas (ver mapa à esquerda na figura). Em seguida, nós classificamos as CSAs quanto à sua estabilidade temporal, quais delas estavam situadas em áreas protegidas e possuíam remanescentes florestais intactos”.

Os pesquisadores então criaram três classes de prioridade: 1) Área prioritária muito alta [CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta], 2) Área prioritária alta [ CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta fragmentada]; e 3) Área prioritária média [CSAs (6 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta].

“Nossos resultados indicaram que a rede de PAs da Amazônia é quatro vezes mais eficiente que a rede de PAs da Mata Atlântica. Dessa forma, nós propomos que novos esforços de conservação nesses biomas florestais requerem diferentes abordagens para assegurar e aumentar a eficiência das PAs” comenta o Prof. Matheus Lima-Ribeiro da UFG de Jataí.

Por fim, os autores dão um remate final ao trabalho, deixando claras as diferenças nas propostas de conservação. Segundo o Prof. Milton Ribeiro, da UNESP de Rio Claro, “na Mata Atlântica, onde há poucas CSAs e sua distribuição é disjunta, propomos que programas de restauração deveria ser o foco”. Segundo ele, na Amazônia o cenário é totalmente diferente. Ele continua, “no oeste da Amazônia, onde há grandes áreas climaticamente estáveis e com vastas áreas florestais intactas, propomos que as ações devem incentivar a criação de novas PAs e/ou a expansão das mesmas. Já no leste da Amazônia, onde há grandes CSAs com pouco fragmento florestal intacto, comparado ao oeste da Amazônia, sugerimos que programas de restauração passiva, aliada à criação de PAs seja uma medida eficiente de conservação”.

Os autores ainda disponibilizaram as CSAs em arquivos no formato shapefile para download no link permanente: https://github.com/mauriciovancine/CSAs-Amazon-Atlantic-Forest.


Fonte: ENVOLVERDE
Dicas do que colocar de alimentos numa lancheira na volta às aulas.
Nessa época do ano, as mães voltam a se preocupar com a lancheira dos filhos. Variar o cardápio pode não parecer uma tarefa fácil, mas é fundamental para garantir uma alimentação equilibrada. “O ideal é acrescentar na lancheira um alimento de cada grupo, como proteína, fruta e carboidrato, para garantir uma alimentação saudável e, consequentemente, o crescimento e o desenvolvimento da criança. Além disso, o ideal é evitar as opções industrializadas, com alto teor de açúcar, prejudiciais à saúde”, afirma a nutricionista Patrícia Ruffo, Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott.

De acordo com relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo¹. No Brasil, mais de um terço das crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso². Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde, em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo de produtos com alto teor de açúcar e gordura começa cedo no Brasil. O estudo revela que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial3. “Uma alimentação inadequada pode não somente levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a obesidade, mas também dificultar o processo de aprendizado”, alerta Patrícia.

Quando o assunto é a lancheira das crianças, o alimento industrializado ainda é uma das principais opções, seja pela ideia distorcida de praticidade ou até mesmo pelo custo. Outro ponto de atenção é a quantidade de alimentos que devem compor a lancheira, pois muitos pais têm a ideia equivocada de que as crianças precisam comer bastante, excedendo a quantidade necessária, para comer bem.

A nutricionista traz 10 dicas para ajudar os pais na hora de elaborar a lancheira das crianças:

1.No lanche da escola não pode faltar: um líquido, uma fruta, um tipo de carboidrato e um de proteína4,5.

2.Para beber, opte pelos chás, água de coco ou sucos naturais (que podem ser colocados em recipientes térmicos para não perder os nutrientes com o passar das horas). As lancheiras térmicas também são ótimas opções para o melhor acondicionamento da comida.

3.Escolha alimentos de conhecimento da criança. A lancheira da escola deve ser uma extensão da alimentação feita em casa. Não adianta colocar um alimento que a criança não costuma ingerir em casa, pois as chances dele voltar na lancheira são grandes.

4.Os bolos são uma boa opção para rechear a lancheira das crianças, desde que sejam os caseiros, como o de laranja, limão, cenoura ou fubá. Evite os bolinhos industrializados, eles são ricos em açúcares e gorduras.

5.Mande as frutas cortadas e descascadas. A aparência é um fator determinante para a criança ingerir determinado alimento.

6.Os pães podem e devem entrar na lancheira escolar, mas o ideal é variar o tipo para a criança não enjoar: pão francês, de forma ou de milho são algumas opções. É preciso estar atento ao recheio de cada pãozinho. Neste sentido, os patês caseiros são opções saudáveis e nutritivas.

7.Faça a lancheira com a ajuda das crianças: a aceitação dos alimentos tem mais chances de sucesso quando a criança se sente parte da tarefa.

8.Invista nos petiscos saudáveis: frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas e saborosas. O ideal é colocar em um pote fechado ou até mesmo em um saquinho.

9.Pense no cardápio antecipadamente: fazer uma lista para cada dia da semana deixará a rotina mais prática, e evitará cometer excessos.

10.Tenha a suplementação como uma aliada: ela é uma ótima alternativa para suprir as necessidades de nutrientes fundamentais para as crianças: ferro, cálcio, zinco, fibras e vitaminas A e D.

“É importante ter em mente que os hábitos adotados na infância têm grande influência na vida adulta. 

Uma alimentação equilibrada e saudável permite o crescimento e o desenvolvimento adequado das crianças, que se estende a médio e longo prazo”, lembra Patrícia.


Fonte: ENVOLVERDE
Empresas usam eletricidade gerada por fontes renováveis e bactérias.
A Evonik e a Siemens planejam usar eletricidade gerada por fontes renováveis e bactérias para converter dióxido de carbono (CO2) em produtos químicos especiais. As duas empresas estão trabalhando em processos de eletrólise e fermentação, em um projeto de pesquisa em conjunto chamado Rheticus. O projeto foi lançado no último mês e deve ter duração de dois anos. A primeira usina de teste está programada para entrar em operação até 2021 na instalação da Evonik, em Marl, na Alemanha, que produz produtos químicos como butanol e hexanol, que são usados na produção de plásticos especiais e suplementos alimentares, por exemplo. A próxima etapa pode ser uma usina com capacidade para produzir até 20 mil toneladas por ano. Existe também a possibilidade de fabricar outros produtos químicos especiais ou combustíveis. Cerca de 20 cientistas das duas empresas estão envolvidos no projeto.

“Estamos desenvolvendo uma plataforma que nos permitirá produzir produtos químicos de forma muito mais econômica e verde do que hoje”, explica o Dr. Günter Schmid, responsável pelo projeto técnico da Siemens Corporate Technology. “Com a nossa plataforma, as empresas de energia poderão, no futuro, expandir suas usinas de acordo com suas necessidades”. A nova tecnologia combina vários benefícios. Além de permitir a produção sustentável de produtos químicos, ela também serve como um armazenamento de energia, podendo atender às oscilações de energia e ajudar a estabilizar a rede de distribuição. O projeto Rheticus está vinculado à Iniciativa Kopernikus de transição energética na Alemanha, que busca novas soluções para reestruturar o sistema energético. O projeto Rheticus receberá 2,8 milhões de euros de financiamento do Ministério da Educação e Pesquisa (BMBF) da Alemanha.

“Com a plataforma Rheticus, queremos mostrar que a fotossíntese artificial é viável”, acrescenta o Dr. Thomas Haas, responsável pelo projeto no departamento de pesquisa estratégica da Evonik Creavis. A fotossíntese artificial é onde o CO2 e a água são convertidos em produtos químicos usando uma combinação de etapas químicas e biológicas, em um processo semelhante àquele aplicado pelas folhas, que usam clorofila e enzimas para sintetizar a glicose.

A Siemens e a Evonik estão dedicando suas competências principais para essa colaboração de pesquisa. A Siemens fornece a tecnologia de eletrólise, que é usada no primeiro momento para converter dióxido de carbono e água em hidrogênio e monóxido de carbono (CO) usando eletricidade. A Evonik contribui com o processo de fermentação, convertendo gases que contêm CO em produtos úteis por meio de processos metabólicos com a ajuda de micro-organismos especiais. No projeto Rheticus, estas duas fases – eletrólise e fermentação – são ampliadas no laboratório e combinadas em instalações de testes técnicos.


Fonte: ENVOLVERDE
Cemaden e UKMet projetam riscos de extremos climáticos.
As análises dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas e as projeções de riscos de inundações e de seca no Brasil foram os focos das reuniões realizadas, em janeiro, no Reino Unido, entre os pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações –  e do Serviço Meteorológico do Reino Unido (UK Met Office).

As reuniões entre os cientistas do UK Met Office e do Cemaden resultaram na identificação de oportunidades de colaboração contínua nos estudos sobre atribuição de eventos operacionais  e no aperfeiçoamento do modelo de representação da inundação de zonas úmidas na superfície terrestre. 

Foram, também, discutidas as projeções de risco de inundação no Brasil, além do potencial reconhecimento de causas resultantes da intervenção humana em eventos extremos.

“A participação do Cemaden no programa CSSP-Brasil oferece a oportunidade de capacitação no uso dos modelos climáticos desenvolvidos pelo UK Met Office.”, informa o hidrólogo Conrado Rudorff. 

“Isso contribuirá para as análises dos efeitos das mudanças climáticas sobre a infraestrutura de segurança hídrica nacional e os riscos de desastres naturais.”, complementa o pesquisador do Cemaden.

“Estamos estabelecendo um plano de pesquisa para avaliar as causas da seca dos últimos seis anos na Região Nordeste do Brasil, em parceria com o UK Met Office.”, informa o pesquisador e meteorologista do Cemaden, Christopher Cunningham, ressaltando que a ideia é levantar o potencial reconhecimento de  causas antrópicas em eventos extremos, como por exemplo, ondas de calor e períodos de chuvas intensas. “O Cemaden terá oportunidade de avaliar – em parceria com diversas instituições europeias, integrantes do projeto Helix – os impactos potenciais através de simulações climáticas globais de alta resolução”, afirma o pesquisador.


Fonte: ENVOLVERDE

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Brasil foi o primeiro país no mundo a proibir o uso dos aditivos em cigarros.
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil manteve a validade da resolução 14/2012, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que impede o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco. Com isso, volta a ficar proibido o uso desses agentes para, por exemplo, modificar o sabor e o cheiro de cigarros, tornando-os mais atrativos, principalmente para os jovens. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OPAS), comemorou a sentença.

“O Brasil dá um importante passo em direção ao cumprimento da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT) e se junta ao Uruguai, Panamá e Costa Rica, que já proibiram aditivos na região das Américas”, destaca o consultor de Tabaco do escritório da OPAS/OMS no Brasil, Diogo Alves.

Em seus votos contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4874, os ministros do STF Celso de Mello, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber se ampararam em evidências da OPAS/OMS sobre a epidemia do tabagismo e seus custos econômicos.

O uso do tabaco é a principal causa evitável de mortes em todo o mundo, tirando a vida de mais de 7 milhões de pessoas por ano. Além disso, é um dos principais fatores de risco comuns para as doenças crônicas não transmissíveis (como câncer e diabetes), que levam à morte de 40 milhões de pessoas por ano – o equivalente a 70% de todas as mortes em todo o mundo.

Os custos econômicos do consumo do tabaco também são enormes, totalizando mais de 1,4 trilhão de dólares — cerca de 4,43 trilhões de reais — em despesas de saúde e perdas de produtividade.

A maioria dos fumantes começa a consumir esses produtos antes dos 18 anos de idade, o que torna os jovens estrategicamente importantes para a indústria do tabaco. Um estudo realizado em 2014 nos Estados Unidos demonstrou que 73% dos estudantes do high school — equivalente no Brasil ao ensino médio — e 53% dos alunos da middle school — equivalente ao ensino fundamental — que haviam consumido derivados de tabaco nos últimos 30 dias usaram produtos com sabor.

Segundo as diretrizes parciais da OMS para a implementação da CQCT, aprovadas por consenso durante a 4ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro em 2010, a regulamentação dos ingredientes destina-se a reduzir a atratividade dos produtos de tabaco, podendo, assim, contribuir para diminuir a prevalência do seu uso e a dependência entre usuários novos e contínuos.

A OMS recomenda aos países que regulamentem, proíbam ou restrinjam colorantes e ingredientes que possam ser usados para melhorar o gosto ou criar a impressão de que sejam positivos para a saúde. O mesmo vale para ingredientes que estejam associados a energia e vitalidade.

O Brasil foi o primeiro país no mundo a proibir, em 2012, o uso dos aditivos. Posteriormente, pelo menos 33 outros países baniram produtos de tabaco com os chamados flavorizantes (aditivos de sabor), como Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Cingapura e Tailândia.


Fonte ONUBR
Câncer é o maior desafio dos sistemas de saúde no Brasil.
O câncer é uma das doenças que mais desafia os sistemas de saúde no Brasil e no mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), devem surgir no país 1,2 milhão de novos casos da doença em 2018 e 2019. Só este ano, a estimativa é de 582 mil novos casos. Atenta ao problema e para reforçar a preocupação com o tema – lembrado neste domingo (4/2), Dia Mundial do Câncer –, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca algumas das principais medidas que vêm sendo propostas e implementadas junto ao setor de planos de saúde para prevenir e tratar a doença.

Desde janeiro, a lista mínima obrigatória de cobertura dos planos de saúde contempla novos procedimentos dedicados ao cuidado oncológico. Foram incluídos oito medicamentos orais para tratamento de diversos tipos de câncer, como de pulmão e próstata, além de melanoma e leucemia. 

Também foi adicionado à lista mínima o exame PET-CT para o acompanhamento de tumores neuroendócrinos e a cirurgia laparoscópica para tratamento do câncer de ovário. Alguns destes procedimentos possuem as chamadas Diretrizes de Utilização, que estabelecem critérios para que a cobertura seja obrigatória, o que permite uma incorporação mais ampla de novas tecnologias. Com a atualização do Rol, a ANS busca assegurar acesso dos beneficiários de planos de saúde a procedimentos nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes, refletindo no ganho de qualidade de vida.

A Agência também incentiva as operadoras de planos de saúde a implantarem programas de promoção da saúde e prevenção de doenças (Promoprev), uma vez que o aumento da prevalência das doenças crônicas, incluindo o câncer, enseja ações mais voltadas para os cuidados preventivos. De acordo com última edição do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, somente em 2016, os beneficiários de planos de saúde realizaram 1.004.900 consultas com oncologista, 1.184.159 sessões de quimioterapia, 1.216.632 sessões de radioterapia e 314.748 internações decorrentes de neoplasias.

Outra frente da ANS voltada a melhorias na assistência oncológica prestada pela saúde suplementar é o Projeto OncoRede. A iniciativa, desenvolvida em parceria com institutos de pesquisa, instituições de referência no tratamento do câncer e associações de pacientes, visa implantar um novo modelo de cuidado para beneficiários de planos de saúde, propondo um conjunto de ações integradas para reorganizar, estimular a integração e aprimorar a prestação de serviços de atenção oncológica na rede de saúde suplementar. 


Fonte: ENVOLVERDE
Distribuição irregular de chuvas no verão prejudica municípios brasileiros.
Em pleno verão, quando as chuvas são mais corriqueiras e servem para encher reservatórios superficiais e subterrâneos,  o desequilíbrio na distribuição das chuvas está levando a extremos. O Ministério da Integração Nacional reconheceu situação de emergência em municípios de sete estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Sergipe e São Paulo.

A seca e estiagem prolongada afeta os municípios de Santa Teresinha e Água Fria, na Bahia; Carira e Gararu, em Sergipe; e os municípios mineiros de São João da Ponte, Januária, Juramento, Novorizonte, Luislândia, Ibiracatu, Várzea da Palma, Gameleiras, São Francisco e Pai Pedro.

Já os municípios de Miracatu, em São Paulo; Mirassol D Oeste, em Mato Grosso; e Novo Horizonte do Sul, Tacuru e Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, foram afetados por chuvas intensas.

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar apoio da Defesa Civil Nacional para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas pelos desastres naturais.

Para acessar o apoio emergencial, disponibilizado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), os municípios devem apresentar um relatório com o diagnóstico dos danos e um plano de resposta. Após a análise, se aprovado, o recurso é definido e liberado.


Fonte: ENVOLVERDE
TCE de São Paulo cria observatório para monitorar ODS da ONU.
Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Tribunal de Contas do estado de São Paulo (TCESP) lançou o Observatório do Futuro, uma iniciativa para acompanhar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Projeto cria um núcleo de monitoramento que vai realizar estudos e atividades de capacitação de servidores, colaborando com a sistematização e divulgação de dados e boas práticas.

“Como órgão de controle externo e ferramenta para o exercício da cidadania, não poderíamos deixar de participar desse processo mundial de busca pelo bem comum e pela efetividade das políticas públicas. O TCE pode auxiliar na conscientização dos administradores e ainda orientá-los a incluir essas metas no planejamento dos governos”, afirmou o presidente da corte, Sidney Beraldo.

Encarregados da primeira análise sobre o uso dos recursos estatais, os fiscais verificam questões de legalidade e legitimidade, tendo em vista a eficiência e a efetividade da aplicação de recursos em políticas públicas. A partir dessa avaliação, técnicos, auditores e conselheiros do TCESP podem avaliar a qualidade do gasto de governos e instituições. Os ODS passarão a fazer parte da lista de itens conferidos pelos fiscais.

Por meio do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M), o Tribunal já monitora as atividades desenvolvidas por agentes públicos. Com isso, o órgão é capaz de identificar características da gestão municipal, de forma clara e objetiva, consolidadas em um único índice. O IEG-M será utilizado pelo Observatório como ferramenta de acompanhamento da incorporação dos ODS nas políticas.

“Com o lançamento do Observatório, o Tribunal de Contas de São Paulo coloca-se na vanguarda do acompanhamento dos ODS. A extensa base de dados do IEG-M mostra-se uma poderosa ferramenta para fazer uma verificação concreta do avanço dos indicadores dos ODS. O PNUD Brasil vê com muita alegria a parceria com o TCE, considerando que é um agente fundamental para auxiliar no alinhamento das políticas públicas com uma visão integrada em comum, consubstanciada nos ODS”, disse o representante-residente do PNUD, Niky Fabiancic.


Fonte: ONUBR
ONU lança lista das ameaças ambientais para 2018.
A ONU Meio Ambiente listou as principais ameaças ambientais que precisarão ser enfrentadas este ano. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos, entre outras. Veja a lista completa.
1. Recifes de coral
Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano.

2. Poluição por plástico
Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018.

3. Deixar o mundo dos esportes mais verde
Com as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang, na Coreia do Sul, no mês que vem, a Copa do Mundo da Rússia, em junho e julho, e os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude, em Buenos Aires, em outubro, 2018 será um ano esportivo. Fique atento aos anúncios de novos compromissos de sustentabilidade de importantes organizações esportivas. Com bilhões de fãs de esporte no mundo todo, o impacto potencial é enorme.

4. Meio ambiente e migração
Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa.

5. Cidades e mudanças climáticas
Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos.

6. Grandes gatos
No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os “grandes gatos” do mundo.


Fonte: ONUBR