segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Brasil mais perto do Sol.
Em Juazeiro, projeto do Minha Casa, Minha Vida, tem painéis solares em todos os telhados. Foto: ©Carol Quintanilha/Greenpeace.

Por Redação do Greenpeace –

Em segundo leilão exclusivo de energia solar 30 empreendimentos foram contratados. Bahia e Piauí lideram a contratação expressiva de 833 MW.

A energia solar teve destaque: o segundo leilão exclusivo para a fonte terminou com a contratação de 833,80 MW, a um valor médio de R$301,79/MWh. O deságio foi de 14% em relação ao valor inicial. “Com este preço, o governo dá sinais de que entendeu que é preciso incentivar a fonte. Não basta realizar leilões exclusivos, também é necessário garantir um preço final que faça com que os projetos contratados sejam viáveis e, de fato, possam ser entregues”, comenta Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Em outubro de 2014 – quando ocorreu o primeiro leilão federal exclusivo -, o valor final foi de R$215,12/MWh.

Se considerarmos que em novembro teremos outro leilão exclusivo para a fonte, a perspectiva é de que a contratação total de 2015 de energia solar supere as expectativas. Para o setor, é necessário garantir uma contratação de cerca de 1GW por ano, considerado o mínimo para o desenvolvimento do mercado nacional.

Apesar de os leilões serem de inegável importância para a maior inserção da energia solar na matriz elétrica brasileira, é preciso lembrar que o maior potencial para a fonte no Brasil – que segue quase despercebido pelo Governo Federal – está na descentralização da produção de energia, na chamada micro e minigeração renovável.

Hoje, para um brasileiro ter acesso a um sistema fotovoltaico e poder passar a gerar eletricidade a partir de seu telhado, ainda existem certas barreiras. Uma delas são os impostos que incidem no próprio sistema, que fazem com que ele seja 30% mais caro do que poderia ser, e tributos como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) que incidem na própria eletricidade de quem opta por gerar sua própria energia, tornando-a menos vantajosa do que poderia ser.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que se todo o potencial de energia solar dos telhados brasileiros fosse aproveitado, a eletricidade gerada seria suficiente para abastecer 2,3 vezes o consumo inteiro do setor residencial de todo o país.

Uma outra barreira que precisa ser resolvida é a ausência de linhas de crédito subsidiadas pelos bancos. Outra forma de incentivar a energia solar, seria permitir aos cidadãos brasileiros usar seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a aquisição de um sistema fotovoltaico.

Para chamar a atenção do Governo e dos brasileiros para essas questões, o Greenpeace lançou o Solariza. Um jogo que permite ao usuário encontrar e marcar qualquer telhado no País e descobrir quanto poderia estar gerando de energia e a economia prevista. O Solariza permite mostrar o potencial da energia solar no Brasil e que a sociedade civil tem interesse e deseja ter acesso à sistemas fotovoltaicos. Acesse, jogue, participe e convide seus amigos!


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