segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A face perversa da logística reversa?
uliana Zellauy, contribuição para a Envolverde – 

Assim como grande parte dos profissionais de sustentabilidade, tenho acompanhado de perto as discussões e iniciativas para atendimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10).

Para quem não está familiarizado, a PNRS, além de outros itens, prevê a responsabilidade compartilhada para a destinação correta dos resíduos sólidos urbanos, incluindo órgãos públicos, fabricantes, consumidores, importadores, distribuidores, comerciantes, entre outros. Uma das inovações da Política brasileira em relação à de outros países é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis nos sistemas de Coleta Seletiva e de Logística Reversa.

Colocado este cenário inicial, gostaria de fazer um alerta importante para os catadores de materiais recicláveis e cooperativas que os representam.

Ao longo da minha carreira tive a grande oportunidade de trabalhar com os catadores e admiro o trabalho que eles desempenham. A inclusão dos mesmos na Política foi uma luta de anos e felizmente, conseguiu uma vitória social significativa no sentido de incluir estes importantes protagonistas na PNRS. Isto posto, tendo conhecido e mesmo gerenciado diversas iniciativas que visam a implementação de sistemas de logística reversa, posso dizer com propriedade que os catadores precisam se profissionalizar agora. Este é o momento em que não dá mais para postergar.

Existem cooperativas espalhadas por todo o Brasil que tem realizado um trabalho diferenciado, no entanto, grande parte delas ainda sofre com problemas sérios de gestão, falta de documentação básica, carência de procedimentos essenciais de saúde e segurança dos seus trabalhadores, dependência extrema de órgãos públicos, falta de capacitação e baixa produtividade.

Considerando que para atingir as metas estabelecidas pelo governo será necessário o manejo de volumes extremamente significativos de resíduos sólidos, se as cooperativas não se organizarem agora, perderão uma oportunidade única de serem peças-chave neste processo.

Alternativas como as reverse machines e outras máquinas que automatizam o processo, aumento no número de empresas especializadas, e a tendência de valorização gradual dos resíduos sólidos, significam a abertura de novos mercados e a inserção de novos atores interessados em concorrer neste cenário.

Não, isso não significa que o sistema é “mal”, mas, sendo direta, significa que quem estiver melhor preparado terá a preferência neste mercado.

Não existem desculpas. As cooperativas podem e tem plena capacidade de exercer este trabalho com a qualidade e a produtividade necessárias. Certamente não é um caminho fácil, mas já vi muitas fazerem acontecer, mesmo em condições extremamente desfavoráveis.

É claro que um sistema, para ser resiliente, não deve contar com uma alternativa única, mas ser diverso e incluir possibilidades diferentes para chegar a um objetivo comum. Assim, reverse machines, créditos de resíduos, empresas especializadas, startups de empreendedorismo social e cooperativas são peças importantes de um sistema complexo com características que se complementam.

O ponto que abordo aqui é o fato das cooperativas estarem correndo o sério risco de terem seu papel muito reduzido, caso não se preparem para atender os requisitos mínimos de um mercado que está cada vez mais exigente e profissionalizado.
Justamente por conhecer e admirar os catadores é que deixo este alerta. Bora fazer acontecer, todos juntos!

*Juliana Zellauy Feres é executiva da área de sustentabilidade, com passagens por diversas organizações e empresas.


Fonte: ENVOLVERDE
São José dos Campos tem a maior árvore pertencente ao bioma amazônico.
Por Júlio Ottoboni, especial para a Envolverde

No Dia da Árvore,  São José dos Campos comemora o fato de ter o maior exemplar da espécie Samanea saman, conhecida popularmente por Árvore da Chuva ou Chorona de todo o Brasil. Apesar de pertencer ao bioma amazônico, sendo originária do Amazonas, Pará e Tocantins, com ocorrências também no nordeste e no centro-oeste do país, ela se adaptou bem ao clima subtropical e se encontra no Parque da Cidade – Burle Marx.

Segundo o levantamento, a área de projeção de copa da árvore chega a 988,22 metros quadrados. Isso significa que toda essa área, com quase mil m², é sombreada por ela nos vários horários do dia. 

Inclusive o local onde ela se encontra é um espaço aberto, sem outros exemplares arbóreos no entorno, o que facilitou o grande desenvolvimento de sua copa que tem de circunferência de projeção 113 metros com sol a pino. Diâmetro da altura do peito é de 1,3 metros do tronco.
“ O estudo demorou cerca de três semanas para ser concluído, inclusive com todas as medidas e a situação da árvore. Creio que ela tenha sido plantada no local quando ainda era uma fazenda leiteira, pois há ruínas nas proximidades”, destacou o engenheiro agrônomo que assina o laudo, Herbert Luiz de Carvalho Campos.

A árvore Chorona, de São José,  entrou para o Rank Brasil em 2017 que classifica os maiores exemplares de diversas espécies em território nacional,  como o recorde de maior árvore da espécie em solo brasileiro. Ela tem 40 metros de diâmetro de copa e 14 metros de altura estimados. A prefeitura desenvolveu um amplo relatório sobre esse exemplar envolvendo dois engenheiros agrônomos para conquistar essa posição no ranking das árvores.

Trata-se de uma espécie nativa do Brasil, porém  rara de ser encontrada no sudeste. Sua incidência maior é no pantanal mato-grossense, no nordeste mineiro e na Amazônia Ocidental. O único exemplar que se tem registro em São José dos Campos foi tombado pelo Decreto 14.878/12, assinado em 10 de fevereiro de 2012.

Considerada como patrimônio ambiental, a prefeitura  atendeu a um pedido feito à época ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comphac). 

Com o decreto, a árvore de copa extensa e frondosa, com idade média entre 90 a 100 anos, se tornou imune ao corte.

As análises feitas pelos técnicos calculam que esse indivíduo da família Mimosoideae tenha por volta de 100 anos de idade. Seu plantio é anterior a constituição dos jardins do Burle Marx no local que abrigou a residência do empresário Olivo Gomes, que foi proprietário da Tecelagem Parahyba. O local também serviu como pastagem de gado, principalmente de búfalos.

Para técnicos da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento, que abrange o turismo, o recorde tem a importância de criar mais um ícone para a cidade, atraindo publicidade, gerando mais uma identidade e estimulando o desenvolvimento turístico.

A conservação e a fiscalização da árvore são realizadas pela Secretaria de Manutenção da Cidade. O laudo que contribui para caracterização da espécie foi elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade. O RankBrasil é uma empresa independente que atua há 17 anos em todo território nacional, registrando exclusivamente recordes brasileiros, sem vínculo com sistemas internacionais, como o Guinness World Records.


Fonte: ENVOLVERDE
Nível de gelo no Ártico em 2017 é a oitavo menor da história; Há 16 anos a região não atinge nível acima da média.
Setembro é o mês em que a extensão de gelo no Ártico atinge seu nível mínimo. © WWF / Sindre Kinnerød.

WWF

Mesmo com metas globais, região ainda sofrerá aquecimento de 3,5º a 5º C

O mês de setembro é a época em que o Ártico atinge sua extensão mínima anual de gelo. Os resultados de 2017, que acabam de ser divulgados e estão bem abaixo da média histórica, são uma oportuna lembrança de que devemos trabalhar com ainda mais empenho para alcançar o objetivo de 1,5º C estabelecido por quase 200 países no Acordo de Paris. Os números do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA (NSIDC) mostram que o gelo marinho atingiu um mínimo de 4,64 milhões de quilômetros quadrados em 13 de setembro, 1,58 milhões de km2 abaixo da média. Há 16 anos, o Ártico não registra uma extensão de gelo acima da média de setembro. A marca é a oitava menor da história.

Em nenhum lugar, os efeitos de um clima de aquecimento vêm sendo sentidos de forma mais rápida e mais profunda do que no Ártico. Mesmo que o mundo atenda aos termos do Acordo de Paris, o Ártico ainda deverá aquecer 3° a 5°C a mais, afetando a rica biodiversidade da região e a vida daqueles que dependem disso.

O aquecimento adicional é em grande parte devido a um retorno de resultados. À medida que o aquecimento da água e do ar derretem o gelo do Ártico, o oceano recém-descoberto absorve ainda mais energia solar. O oceano exposto também significa mais transporte marítimo no Ártico, acompanhado de emissões de carbono negro que se instalam no gelo e absorvem ainda mais calor – uma reação desenfreada que está derretendo o Ártico como o conhecemos.

O líder do programa Ártico do WWF, Alexander Shestakov, relembrou as declarações feitas em agosto pelo presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, de que se perdermos o Ártico, perdemos o globo: “Isto é a realidade. As emissões, tanto de gases de efeito estufa quanto de carbono negro do aumento do transporte marítimo do Ártico, estão criando uma verdadeira tempestade no Ártico. Exortamos os estados do Ártico e outros a priorizarem a redução das emissões de carbono negro e a cooperarem ainda mais na consecução dos objetivos de Paris”.

Para o líder global da prática climática e energética do WWF, Manuel Pulgar-Vidal, “a tendência contínua de perda de gelo do mar no Ártico mostra que a comunidade global tem muito trabalho a fazer para atingir o objetivo de 1,5° C. É fundamental que possamos trabalhar juntos de forma imediata em soluções já disponíveis para ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono, expandindo a implantação de energia renovável, no Ártico e em todo o mundo”.

Sobre o Acordo de Paris

O Acordo de Paris, aprovado em dezembro de 2015, compromete quase 200 países a empreenderem todos os esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C e, assim, evitar alguns dos piores impactos de um planeta aquecido.

O ano de 2016 foi o mais quente registrado. No ano passado, a temperatura média global anual subiu para um recorde de 1° C acima dos níveis pré-industriais. Mesmo que possamos parar as emissões hoje sem prejudicar a economia global, as temperaturas continuarão aumentando em alguns décimos de grau nas próximas décadas.

Limitar o aquecimento a um aumento médio de 1,5º C resultaria em uma redução do aumento do nível do mar, ondas de calor tropicais mais curtas e potencialmente menos eventos climáticos extremos, como as devastadoras chuvas e inundações que afetaram recentemente a Índia, Estados Unidos, Bangladesh e Nepal.

Sobre o mínimo de gelo do mar

O gelo do mar do Ártico geralmente atinge sua menor extensão anual em setembro.

A extensão mínima em 2017 é a 8ª mais baixa registrada desde que o monitoramento por satélite começou em 1979.

Após uma série de ondas de calor do Ártico no outono passado, o NSIDC relatou a maior extensão de gelo do mar já registrada em março.


Fonte: WWF

Sustentômetro: o status da gestão da Sustentabilidade no Brasil.

Ricardo Voltolini, para a Revista da Reputação – 

Quanto mais integrada ao planejamento estratégico menos suscetível a sustentabilidade fica a circunstâncias externas adversas, como, por exemplo, crises econômicas. Esta foi uma das principais conclusões do Sustentômetro, estudo realizado pela minha consultoria, a Ideia Sustentável, cujo objetivo é apresentar um status atual da gestão da sustentabilidade em empresas do Brasil.

Os números colhidos pelo estudo contrastam com uma percepção, observada mais recentemente no mercado, de que, com a crise econômica, o tema perdeu força e investimentos nos últimos dois anos. 

Isso é verdade, em termos. Entre maio e junho de 2017, o Sustentômetro ouviu 170 profissionais de uma amostragem de 634 empresas selecionadas a partir de um critério básico: a existência de uma área, uma equipe ou, pelo menos, um colaborador responsável pelo tema. 
Ricardo Voltolini

Para 77% dos entrevistados, a sustentabilidade integra hoje o planejamento estratégico de suas empresas, indicando que o conceito, ao contrário de cenários anteriores há cinco anos, deixou a superfície dos projetos pontuais para impactar, de algum modo, as estratégias de negócios. Nessas empresas, perdeu força em apenas 16% dos casos por causa da crise econômica. Nas que não inseriram a sustentabilidade no planejamento estratégico, verificou-se uma perda, mais significativa, em 48% dos casos.

O mesmo raciocínio costuma valer — segundo nossa experiência — para circunstâncias adversas internas, como, por exemplo, a saída repentina de um CEO de empresa muito identificado com o tema: quanto mais inserido no planejamento estratégico menores são as possibilidades de interrupção ou esfriamento de iniciativas de sustentabilidade por conta dos humores, crenças e convicções de novos líderes que chegam á empresa.

Se não estiver nas metas, sustentabilidade não entrou para valer na estratégia, o que significa, que segue sendo um tema vulnerável.

Importante observar, no entanto, os diferentes níveis de intensidade da inserção do tema no planejamento estratégico. O Sustentômetro identificou gaps entre intenção e ação que não podem ser desprezados. Embora o tema seja visto como relevante na agenda de 86% dos CEOS (número que corrobora outros estudos internacionais), ele afeta em 73% a visão. Confirmando a distância entre desejo e ação, a sustentabilidade, segundo os entrevistados, influencia mais os valores (81%) do que, por exemplo, as metas dos líderes (64%) e dos colaboradores (58%%), parecendo mais confortável no plano genérico das aspirações e propósitos do que no específico das consecuções e métricas.

A inclusão do conceito entre os valores –vale ressaltar– é uma decisão simples que se resume à alterações em textos. Já nos objetivos estratégicos e nas metas, exige decisões de negócio não exatamente triviais que, quase sempre, tendem a ser vistas como desvios de foco, de energia e atenção, especialmente em momentos de crise.

Ainda que os dados não deixem dúvida quanto á importância atribuída á sustentabilidade como tema de gestão, são vários os desafios se as empresas quiserem transformá-lo efetivamente em vetor para uma nova cultura de pensar e fazer negócios. Esses desafios têm a ver, entre outras variáveis, com desenvolvimento de pessoas, recompensa por resultados e inovação.

Desenvolver pessoas, estimular idéias e valorizar desempenho ajudam a criar uma “cultura de sustentabilidade”.

De acordo com o Sustentômetro, 69% das empresas admitem tratar de sustentabilidade em seus programas de educação corporativa. Raras são, no entanto, as que possuem iniciativas estruturadas para além das demandas pontuais — a imensa maioria (96%) prefere, não por acaso, o on the job, isto é, o aprendizado na prática do trabalho. Menos de 30% dispõem de estratégias de reconhecimento de idéias (22%) e de práticas (29%) de colaboradores. Menos da metade (44%) aborda o conceito nos programas de integração de novos funcionários e apenas 22% alegam trabalhar o tema nos programas de trainees.

O estudo revelou ainda que não mais do que 25% das empresas respondentes condicionam a remuneração variável de líderes e colaboradores a resultados ligados ao triple botton line – um indicador bastante seguro do nível de maturidade da cultura de sustentabilidade de uma empresa. Diante de tais dados, cabe aqui uma provocação: “Como implantar sustentabilidade na estratégia do negócio, para valer, sem integrar o tema ao processo mais amplo de desenvolvimento de pessoas, a mecanismos de estímulo e avaliação de desempenho e a sistemas de recompensa por resultados?” 

Migrar do campo das boas intenções para o das realizações, substituindo o uso pontual do tema na gestão por uma cultura de sustentabilidade, exigirá que a empresa emita aos seus stakeholders sinais mais consistentes do quanto valoriza o tema.

Baixa inovação revela que sustentabilidade não é vista como vantagem competitiva.

A inovação pode ser um desses sinais. Ainda não é. O estudo constatou que 40% das empresas admitem ter a sustentabilidade como driver de inovação—quatro entre 10, portanto, implementam novos processos, produtos ou modelos de negócio capazes de criar valor para todos os públicos de interesse, conjugando resultados econômicos, sociais e ambientais. Minha experiência me leva a crer que esse número seja menor— as empresas, regra geral, superestimam suas iniciativas incrementais de inovação. O fato é que a ainda modesta pegada inovadora parece atestar uma postura reativa quanto á sustentabilidade como vantagem competitiva e, por tabela, uma falta de visão de oportunidade.

Diversidade e compliance em alta, e cada vez mais estratégicos.

Partindo da definição que Idéia Sustentável usa para sustentabilidade empresarial, o Sustentômetro testou a importância relativa de dois temas de sustentabilidade (na verdade dois conceitos estruturantes), recentemente mais valorizados nas empresas: ética e diversidade. Diversidade e compliance em alta, e cada vez mais estratégicos O resultado apenas confirmou a ascensão dos mesmos: 51% das empresas já têm uma política de diversidade; 60% das que não possuem planejam criar uma nos próximos dois anos. Cerca de 85% das empresas dispõem de ferramentas e de um sistema de compliance para eliminar/reduzir riscos de desvios éticos. Embora, isoladamente, nem um nem outro represente fator decisivo na construção de empresas mais sustentáveis, ambientes mais diversos do ponto de vista de gênero, idade, etnia e orientação sexual, e relações mais éticas e transparentes com as partes interessadas contribuem diretamente para a consolidação de uma cultura de sustentabilidade nas empresas.

Ricardo Voltolini é diretor-presidente de Idéia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, Professor na Fundação Dom Cabral e na Fundação Instituto Administração e fundador da Plataforma Liderança Sustentável. 


Fonte: ENVOLVERDE
Compartilhamento de carros é alternativa de mobilidade.
Nesta sexta-feira (22/9), é comemorado o Dia Mundial Sem Carro. Além de deixar o trânsito mais fluído e menos estressante, não usar o veículo tem impacto direto na qualidade de vida da população. 

Ir de bicicleta, a pé ou de transporte coletivo são algumas alternativas para quem vai deixar o automóvel em casa.

Outra opção são os serviços de compartilhamento de carros, que facilitam o acesso a veículos e desestimulam a aquisição desse bem nos casos em que se faz um uso pontual do automóvel. 

Zazcar,  empresa de carsharing, separou cinco itens, sobre como o compartilhamento de carros pode trazer benefícios para as cidades:

1. Melhora no trânsito

A diminuição da quantidade de carros nas vias deixa o trânsito mais fluído e menos estressante, impactando positivamente na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população. A relação entre estes dois itens já foi comprovada: em cidades onde o tempo de deslocamento é pequeno e o período gasto no congestionamento é mínimo as pessoas vivem melhor.

Estudos sobre carsharing apontam que cada carro compartilhado retira, em média, 13 carros particulares da rua. Apesar do carro compartilhado ser usado por mais tempo e mais vezes durante um único dia do que um carro normal, as pessoas que passam a utilizar estes veículos se tornam usuários “multimodais”, ou seja, elas passam a usar outras formas de transporte que não seja o carro, como, por exemplo, metrô, ônibus ou bicicleta, ao invés de utilizar quase que exclusivamente um carro particular.

2. Redução da poluição do ar

Outro efeito direto e já observado em cidades que estimulam a redução do número de carros é o impacto positivo na qualidade do ar. Os veículos são um dos principais causadores da poluição nos centros urbanos, pois as substâncias emitidas na queima do combustível são nocivas ao meio ambiente e à saúde. O monóxido de carbono é tóxico e pode provocar até alterações do sistema nervoso central, enquanto os outros gases presentes na fumaça dos carros podem causar danos aos pulmões e a outros órgãos do aparelho respiratório.

3. Diminuição da área de estacionamento

Os carros não “lotam” somente as ruas, eles também ocupam muitos outros espaços da cidade que poderiam ser aproveitados para outros fins. 25% da área construída na cidade é vaga de estacionamento.

Uma cidade “construída” para os carros e não para as pessoas claramente não atende às necessidades dos seus habitantes. Nesse sentido, o compartilhamento de veículos também pode ser importante: além de reduzir o número de novas aquisições, os carros já em circulação acabam tendo mais uso, o que minimiza o tempo que eles ficam parados, demandando assim menos espaço de estacionamento.

4. Cria laços de amizades

Os sistemas de compartilhamento também ajudam na retomada do conceito de “comunidade” e no fortalecimento do espírito coletivo, deixado um pouco de lado nas últimas décadas. Através desses serviços, são criadas redes de troca e colaboração que podem ser muito benéficas para os participantes e também para o lugar onde eles vivem: juntos, são mais fortes e podem pensar em melhorias concretas para a rua, o bairro ou a cidade onde vivem.

5. Incentivo a uma cidade mais viva

Você já se perguntou por que costumamos gostar tanto das cidades europeias? Com certeza, um dos fatores que chamam a atenção de um brasileiro é a presença de pessoas na rua, a vivacidade desses lugares. É evidente que se tratam de realidades bem diferentes ao comparar São Paulo com Amsterdam, por exemplo, mas também é verdade que quem possui um veículo acaba por utilizá-lo bem mais do que o necessário, o que restringe ainda mais o seu contato com a cidade e com as outras pessoas.

O compartilhamento de carros auxilia na construção de uma cidade com menos veículos e onde estes sejam usados de forma compartilhada.


Fonte: ENVOLVERDE

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

OIT: Escravidão moderna afeta 40 milhões de pessoas no mundo; trabalho infantil atinge 152 milhões.

ONU

Uma nova pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revela a verdadeira escala da escravidão moderna em todo o mundo.

Os dados, lançados na terça-feira (19) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, mostram que mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna em 2016 globalmente. Além disso, a OIT também lançou uma nova estimativa de que cerca de 152 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil no mesmo ano.
Menino é vítima de trabalho forçado no Paquistão. Foto: OIT/M.Crozet

Uma nova pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revela a verdadeira escala da escravidão moderna em todo o mundo. Os dados, lançados nesta terça-feira (19) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, mostram que mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna em 2016 globalmente. Além disso, a OIT também lançou uma nova estimativa de que cerca de 152 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil no mesmo ano.

As novas estimativas mostram que as mulheres e as meninas são as mais afetadas pela escravidão moderna, chegando a quase 29 milhões ou 71% do total. As mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na indústria comercial do sexo e 84% dos casamentos forçados.

A pesquisa revela que, entre as 40 milhões de vítimas da escravidão moderna, cerca de 25 milhões foram submetidas a trabalho forçado e 15 milhões foram forçadas a se casar.

O trabalho infantil continua concentrado principalmente na agricultura (70,9%). Um em cada cinco trabalhadores infantis trabalha no setor de serviços (17,1%), enquanto que 11,9% dos trabalhadores infantis trabalham na indústria.

“A mensagem que a OIT está enviando hoje – junto com nossos parceiros da Aliança 8.7 – é muito clara: o mundo não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a menos que aumentemos de maneira dramática os nossos esforços para combater esses problemas. Essas novas estimativas globais podem ajudar a moldar e desenvolver intervenções para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

“O fato de que, como sociedade, ainda tenhamos 40 milhões de pessoas na escravidão moderna é uma vergonha para todos nós. Se considerarmos os resultados dos últimos cinco anos, para os quais coletamos dados, 89 milhões de pessoas tiveram alguma experiência de escravidão moderna, por períodos de tempo que variam de alguns dias a cinco anos. Isso fala diretamente com a discriminação e a desigualdade enraizadas profundamente em nosso mundo atual, associadas a uma tolerância chocante da exploração. Isso precisa parar. Todos nós temos um papel a desempenhar na mudança dessa realidade – empresas, governos, sociedade civil, cada um de nós”, afirmou o presidente e fundador da Fundação Walk Free, Andrew Forrest.

Sobre os dados


As novas estimativas globais são um esforço coletivo dos membros da Aliança 8.7, a parceria mundial para acabar com o trabalho forçado, a escravidão moderna, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil, que reúne parceiros-chave representando governos, organizações das Nações Unidas, setor privado, organizações de empregadores e trabalhadores e sociedade civil, a fim de atingir a Meta 8.7 da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Os dados estão publicados em dois relatórios:
– Estimativas Globais da Escravidão Moderna: trabalho forçado e casamento forçado, elaborado em conjunto pela OIT e pela Fundação Walk Free, em parceria com a OIM;
– Estimativas Globais de Trabalho Infantil: resultados e tendências 2012-2016, elaborado pela OIT.
Os dados estão disponíveis em www.alliance87.org/2017ge.

Notas

Escravidão moderna

Existem cerca de 40 milhões de pessoas presas na escravidão moderna. Mulheres e meninas são afetadas desproporcionalmente, chegando a quase 29 milhões ou 71% do total. Uma em cada quatro vítimas da escravidão moderna são crianças (cerca de 10 milhões). Por volta de 37% (ou 5,7 milhões) das pessoas forçadas a casar eram crianças.

Trabalho forçado

Cerca de 25 milhões de pessoas estavam em situação de trabalho forçado em qualquer momento em 2016. Fora isso, 16 milhões de pessoas estavam em situação de exploração de trabalho forçado no setor privado, como trabalho doméstico, construção e agricultura. Além disso, cerca de 5 milhões de pessoas estavam em situação de exploração sexual forçada, e pouco mais de 4 milhões de pessoas (ou 16% do total) estavam em situação de trabalho forçado imposto por autoridades de governos.

Casamento forçado

Estima-se que 15,4 milhões de pessoas viviam em casamentos forçados em qualquer momento de 2016. Desse total, 6,5 milhões de casos ocorreram nos últimos cinco anos (de 2012 a 2016). O restante começou antes desse período, mas continuou durante ele. Mais de um terço de todas as vítimas do casamento forçado eram crianças no momento em que se casaram, e quase todas essas crianças vítimas eram meninas.

Trabalho infantil

Um total de 152 milhões de crianças — 64 milhões de meninas e 88 milhões de meninos — estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças no mundo. O maior número de crianças de 5 a 17 anos envolvidas em trabalho infantil foi encontrado na África (72,1 milhões), seguida da Ásia e do Pacífico (62 milhões), das Américas (10,7 milhões), da Europa e da Ásia Central (5,5 milhões) e dos Estados Árabes (1,2 milhões).

Aproximadamente um terço das crianças de 5 a 14 anos envolvidas em trabalho infantil estão fora do sistema educacional. Além disso, entre as crianças que realizam trabalhos perigosos, 38% das que têm de 5 a 14 anos e quase dois terços das que têm de 15 a 17 anos trabalham mais de 43 horas por semana.


Fonte: ONUBR
Emissões de automóveis a diesel causam cerca de 5.000 mortes prematuras anualmente em toda a Europa, revela um novo estudo.
Desde o final da década de 1990, a participação dos carros diesel na UE aumentou para cerca de 50% na frota, com importantes variações entre países. Atualmente, existem mais de 100 milhões de carros diesel que circulando pela Europa, duas vezes mais do que no resto do mundo.

Suas emissões de NO x são, no entanto, 4 a 7 vezes maiores no trânsito do que em testes oficiais de certificação. Os controles modernos do motor foram otimizados pelos fabricantes para os testes laboratoriais específicos, mas têm uma performance inferior na condução real. Neste novo estudo, pesquisadores do IIASA e do Instituto Meteorológico da Noruega calcularam as mortes prematuras dessas emissões de NO x em excesso para a população em todos os países europeus.

Estimativas do efeito da saúde  
         
Cerca de 425.000 mortes prematuras anualmente estão associadas aos níveis atuais de poluição do ar na UE, Noruega e Suíça. Mais de 90% dessas mortes prematuras são causadas por doenças respiratórias e cardiovasculares relacionadas à exposição a partículas finas. O NO x  é um precursor chave desta matéria em partículas finas. Este novo estudo estima que cerca de 10.000 mortes prematuras anualmente podem ser atribuídas a  emissões de NO x de carros diesel, vans e veículos comerciais leves. Cerca de metade – cerca de 5.000 óbitos prematuros anualmente – são devidas a  emissões de NO x muito superiores aos valores-limite na condução real. Os carros a gasolina têm emissões muito mais baixas.

Se as emissões de veículos a diesel fossem tão baixas quanto as emissões de automóveis a gasolina, três quartos ou cerca de 7.500 mortes prematuras poderiam ter sido evitadas”, diz o pesquisador da IIASA, Jens Borken-Kleefeld.

Os países com maior número de óbitos prematuros atribuíveis a partículas finas de carros diesel, vans e veículos comerciais leves são a Itália, a Alemanha e a França. Isso ocorre por causa de suas grandes populações e de uma alta parcela de carros diesel. No entanto, o risco per capita é quase duas vezes maior em Itália que na França.

Isso reflete a situação de poluição muito adversa, especialmente na região do norte da Itália”, diz o líder da pesquisa Jan Eiof Jonson, do Instituto Meteorológico da Noruega. Os riscos mais baixos são na Noruega, Finlândia e Chipre, onde os riscos são pelo menos 14 vezes menores do que a média EU. 

Os pesquisadores observam que não é o primeiro cálculo dos impactos na saúde para a Europa. Notavelmente, o estudo “Impacts and mitigation of excess diesel-related NOx emissions in 11 major vehicle markets”, apresentou cerca de 7.000 mortes prematuras devido ao excesso de NOx da LDDV. Seus resultados foram discutidos e relatados amplamente, mas houve menos foco nos resultados na Europa, que são apresentados em detalhes no novo estudo. 

O estudo foi conduzido pelo Instituto Meteorológico da Noruega em cooperação com o Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) na Áustria e o Departamento de Espaço, Terra e Meio Ambiente da Universidade de Tecnologia de Chalmers na Suécia. Neste estudo, o Instituto Meteorológico da Noruega calculou as concentrações e deposições de poluentes com base em emissões de NO x de LDDV de diferentes países e anos modelo fornecidos pela IIASA. A IIASA também realizou os cálculos do efeito da saúde.

Referência

Jonson JEBorken-Kleefeld J , Simpson D, Nyiri A, Posch M e Heyes C (2017). Impacto do excesso de emissões de NOx dos carros diesel na qualidade do ar, saúde pública e eutrofização na Europa. Letras de Pesquisa Ambiental 12: e094017. DOI: 10.1088 / 1748-9326 / aa8850 .

Estimativa de mortes prematuras por país devido a NO x de carros diesel, vans e veículos comerciais leves no ano 2013


Este mapa mostra a concentração de partículas finas devido ao excesso de emissões de NOx de carros diesel, vans e veículos comerciais leves em toda a Europa. As cores azuis indicam baixas concentrações, laranja e vermelho indicam uma poluição extra alta. Unidade: microgram PM2.5 por metro cúbico, média anual de 2013. © Jonson et al 2017

Informe do International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA)
* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate


Fonte: EcoDebate
HEINEKEN Brasil prepara ações para o Dia Internacional do Consumo Responsável.
Iniciativas propõem reflexões e mudanças de comportamento para os públicos externo e interno

Nesta sexta-feira, 15, é o Dia Internacional do Consumo Responsável. Data que une as grandes cervejarias ao redor do mundo para promover o consumo responsável de bebidas e surgiu da crença de que combinando escala e recursos, as cervejarias podem fazer parcerias efetivas, alcançar mais pessoas e ter um grande impacto na sociedade. Por isso, a HEINEKEN Brasil promoverá ações de conscientização sobre consumo moderado para seus consumidores e colaboradores.

Em parceira com o Cabify, nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, a companhia lançará um desafio, com uma pergunta sobre consumo responsável cujas respostas deverão abordar atitudes para um consumo moderado. Cada resposta certa concederá descontos aos usuários do aplicativo que sairão para curtir a noite.

Os descontos começam a valer às 18h do dia 15/9 e podem chegar a até 50%. Para acessar o benefício, os consumidores deverão inserir respostas para a pergunta “Qual é sua dica para beber com responsabilidade?” no campo “Promoções” do aplicativo da Cabify.

A ação será ativada em bares das cinco cidades por meio de table tents informativos que explicarão a importância de não assumir a direção ao consumir bebidas alcoólicas.

O regulamento completo poderá ser acessado no site da HEINEKEN Brasil: www.heinekenbrasil.com.br/regulamento

Em paralelo, a HEINEKEN também dará sequência a campanha “Be Your Hero” voltada para o público interno. A iniciativa visa conscientizar os colaboradores da companhia, que também são propagadores do movimento no seu círculo de trabalho e relacionamento pessoal. A inciativa contará com e-mails, cartazes, vídeos e demais materiais visuais e também a distribuição de brindes que levam a identidade da campanha como camisetas, imãs e squeezes.

Toda a estratégia da HEINEKEN para o Dia Internacional do Consumo Responsável foi criada pela agência Execution, liderada por Geraldo Rocha Azevedo. 

Consumo responsável no Sustainable Brands 2017

A HEINEKEN Brasil também levará o tema para o fórum Sustainable Brands, que acontece em São Paulo, nos dias 18 e 19/9. Além de um espaço interativo sobre boas práticas e todo o universo de temas relacionados ao consumo responsável, a companhia estará em um dos espaços de Activation Hub e discutirá o tema, no dia 19/9, para revelar o que vem fazendo a fim de mostrar aos consumidores que o consumo moderado de bebidas alcóolicas pode ser um hábito aspiracional, interessante e saudável.

A HEINEKEN assume o compromisso de estimular o consumo de seus produtos com moderação e equilíbrio. As ações de consumo responsável fazem parte da estratégia global de sustentabilidade, Brewing a Better World (BaBW), que também atua nas áreas foco de saúde e segurança, proteção dos recursos hídricos, redução nas emissões de CO2 e sustentabilidade na cadeia de fornecimento..

Informações atualizadas estão disponíveis na homepage da HEINEKEN Brasil:


Fonte: HEINEKN
Natura e Itaú Unibanco lançam edital Compromisso com o Clima.
Com a iniciativa, as empresas buscam estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizarem suas emissões de gases de efeito estufa, por meio de projetos nas áreas de energia, agricultura, floresta e tratamento de resíduos, entre outros.

A Natura e o Itaú Unibanco, em parceria inédita, acabam de abrir o Edital Compromisso com o Clima, para captação de projetos de compensação das emissões de gases do efeito estufa (GEE). A ação apresenta um formato diferenciado, participativo e que alavanca o apoio institucional a iniciativas inovadoras e sustentáveis. Juntas, as duas empresas visam adquirir uma estimativa de 500 mil toneladas de CO2 para compensar suas emissões dos  últimos períodos. A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 13 de outubro por meio da plataforma Ekos Social, http://ekos.social/pages/natura-itau, onde também está disponível o regulamento completo.

São elegíveis de participação no edital Compromisso com o Clima projetos desenvolvidos no Brasil relacionados a biomassa renovável, energia eólica, energia solar, Pequenas Centrais Hidrelétricas, metano para energia, eficiência energética, agricultura e agroflorestal, restauro florestal, REDD+ (Redução de emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal), purificadores de água, fogões eficientes, troca de combustível e tratamento de resíduos. Dois tipos de projetos podem se inscrever:

1) Projetos tradicionais: são aqueles que visam a geração de reduções de emissões de gases de efeito estufa verificadas por padrões de certificação do mercado voluntário ou regulado de carbono.

2) Projetos especiais: são aqueles que geram impacto positivo para o clima, com redução ou remoção de gases de efeito estufa na atmosfera, mas que não visam a certificação do projeto junto aos padrões dos mercados voluntário ou regulado de carbono.
Keyvan Macedo, Gerente de Sustentabilidade da Natura

Com a iniciativa conjunta, Natura e Itaú Unibanco buscam também estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizarem suas emissões de GEE por meio de projetos em áreas como energia renovável, agricultura, floresta e tratamento de resíduos.

“A política de compensação de carbono reforça o compromisso que a Natura tem com a agenda para mitigar o efeito das mudanças climáticas estabelecida no Acordo de Paris. Para gerar maior impacto positivo ambiental e social, a parceria com o Itaú será muito importante. Estamos certos que não conseguiremos esse impacto se agirmos de forma isolada”, afirma Keyvan Macedo, Gerente de Sustentabilidade da Natura.
Denise Hills, Superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco – Foto: Marie Hippenmeyer

Para Denise Hills, Superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco, “a compensação voluntária de emissões de Gases de Efeito Estufa é um componente importante para o combate às mudanças climáticas. Através dela, novos fluxos financeiros são gerados para projetos e iniciativas que promovem a transição para uma economia de baixo carbono”. A executiva reforça a importância de outras instituições a aderirem a iniciativas como esta. “À luz da convergência de objetivos, quanto mais o setor empresarial se envolver conosco nesta jornada, melhor. Todos saem ganhando”, acrescenta.

O processo de seleção de projetos será conduzido pelo Instituto Ekos Brasil, parceiro da Natura e Itaú Unibanco nesta iniciativa. Os selecionados serão conhecidos em junho de 2018. Saiba mais assistindo ao vídeo aqui.

Programa Carbono Neutro

Com o lançamento do Programa Carbono Neutro, em 2007, a Natura deu o primeiro passo rumo à redução de Gases do Efeito Estufa (GEE) em sua cadeia de produção, ao assumir o compromisso de reduzir em um terço as emissões relativas de GEE na atmosfera até 2013. A meta foi alcançada e, novamente, a empresa se comprometeu em diminuir em mais 33% as emissões até 2020, em relação ao ano base de 2012.

As emissões que não puderam ser evitadas são compensadas voluntariamente pela Natura, por meio da compra de créditos de carbono no mercado voluntário e apoio a projetos de pequena escala. Ao longo dos dez anos do Programa Carbono Neutro, foram desenvolvidas iniciativas importantes, que aliam impactos positivos para o clima com benefícios socioambientais, como no caso da instalação de fogões  eficientes no Recôncavo Baiano.  Ao reduzir o uso de lenha em fogões rudimentares, o projeto vai além do impacto nas emissões de gases de efeito estufa, com melhora da saúde e das condições sanitárias em quase 8 mil residências beneficiadas. Desde 2007, o Programa Carbono Neutro realizou cinco editais, com 29 projetos no Brasil e mais 6 na América Latina.

A principal diferença do compromisso de redução das emissões de GEE executado pela Natura está no escopo de aplicação. Enquanto algumas iniciativas realizam medidas apenas nas emissões próprias de suas instalações, a Natura se atenta e se preocupa em aplicar suas políticas em toda sua cadeia produtiva, desde operações internas – energia utilizada na produção – até nas operações que estão fora da empresa, como transportadoras e produção de matérias primas.

 Programa de Emissões de GEE

O Itaú Unibanco reconhece que as Mudanças Climáticas representam um dos principais desafios das gerações atuais e futuras. Assim como todos os setores da sociedade, o Itaú, como instituição financeira, também tem um papel importante na mitigação desses riscos, principalmente por meio da facilitação da transição para uma economia de baixo carbono.

Como parte do compromisso com a mitigação das Mudanças Climáticas, refletindo a busca pela performance sustentável e a evolução da gestão estratégica do carbono, o banco deu início, em 2015, ao Programa de Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Itaú Unibanco.

A gestão de carbono no Itaú Unibanco se dá, atualmente, em quatro fases: quantificação das emissões de GEE, verificação do inventário por terceira parte independente, publicação dos resultados e implementação de projetos internos de redução de emissões. Neste sentido, a instituição entende que a etapa final para consolidar o ciclo de gestão do carbono é a Compensação das emissões de GEE oriundas de suas atividades, que não puderam ser reduzidas por meio de ações internas, por meio da compra de Créditos de Carbono que possuam cobenefícios socioambientais comprovados.

Serviço:
Edital Compromisso pelo Clima
Inscrições: de 13 de setembro até 13 de outubro de 2017
Quem pode fazer a inscrição: pessoas jurídicas, que desenvolvam projeto de redução e/ou remoção de GEE, no Brasil.
Outras informações e regulamento completo: http://ekos.social/pages/natura-itau


Fonte: Ekos Social