quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Sustentabilidade, uma janela de oportunidade em tempos de crise!
Dal Marcondes*, da Envolverde – 

A sustentabilidade e suas metas construídas ao longo de décadas oferecem uma plataforma de conhecimentos que tem o potencial de alimentar 10 bilhões de pessoas e oferecer todos os benefícios de uma civilização tecnologicamente evoluída.

O início dos anos 2000 foram muito ricos em iniciativas de sustentabilidade de empresas e organizações sociais no Brasil. Muitos dos grandes pensadores da área, como Ignacy Sachs e Ray Anderson passaram um bom tempo em reuniões e encontros com executivos e empresários que sonharam com um país líder em Responsabilidade Social e em ações socioeducativas capazes de criar, aqui, os paradigmas de uma nova economia.

Foi um tempo em que as empresas e organizações colocaram como prioridade a adequação aos preceitos da Global Reporting Iniciative (GRI) quando anualmente preparavam seus Relatórios de Sustentabilidade. Organizações que propugnavam o respeito aos objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), aos Princípios do Equador tinham como sonho integrar a carteira do Índice de Responsabilidade Social (ISE) da BM&FBovespa.

Essas metas, diretrizes e sonhos sobrevivem em algumas empresas e organizações, certamente não foram completamente sufocadas por conta da crise institucional e econômica, mas refluíram grandemente em sua capacidade de avançar em direção à utopia de uma sociedade estruturada em uma economia sustentável, capaz de servir como paradigma para a economia global, o que é o sonho de economistas como Sachs e Ladislau Dowbor.
Baixas nas estruturas corporativas

As estruturas de sustentabilidade dentro de grandes empresas sofreram baixas e profissionais de primeira linha nos momentos de avanço hoje ou padecem de trabalhos meramente burocráticos, ou simplesmente não fazem mais parte das equipes. O cenário não é alentador se comparado a poucos anos trás, quando o sonho de transformações reunia nos mesmos salões os principais executivos nacionais de organizações como Greenpeace, WWF. Instituto Socioambiental, Repórter Brasil e outros, e gigantes do mundo corporativo, como Walmart Brasil, Unilever, Cargill e Maggi, entre outras organizações do mesmo porte.

As grandes conferências de organizações como Ethos e Cebds deixaram marcas na memória corporativa e dos profissionais que investiram pesadamente em capacitação para fazer frente às demandas de sustentabilidade que emergiam não apenas da sociedade, mas das próprias empresas. O governo também avançou, mas a sensação é de que nunca liderou o processo, veio, na maior parte das vezes a reboque.

Ao chegar à metade desta segunda década do século 21 a impressão que se tem é de que o esforço foi em vão. Ao final de 2015 a Organização das Nações Unidas conseguiu o consenso necessário para lançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que substituíram os ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Com 17 objetivos e 169 metas que devem ser alcançadas por todos os países até 2030. Sob o ponto de vista dos acordos e regulações internacionais houve um grande avanço na última década e meia, com as Conferências das Partes (COP) em diversas áreas, principalmente Clima, que com os estudos realizados pelo IPPC conseguiram derrubar muitas das argumentações apresentadas por céticos sobre o impacto das ações humanas em relação às mudanças no clima global. O problema não está mais no campo das leis e das regulações.
Retrocesso político e institucional

As maiores dificuldades são impostas agora pelos campos político e econômico. O avanço de setores ultraliberais e xenófobos nas principais economias do planeta está assegurando um retrocesso na implantação de políticas de inclusão social mais consistentes. No campo das empresas o retrocesso se dá pela busca ainda exacerbada da rentabilidade financeira em detrimento dos ganhos estruturantes da sustentabilidade. Muitos dos executivos mais comprometidos com os avanços socioambientais em paralelo aos ganhos econômicos foram afastados de seus cargos e substituídos por pessoas focadas em resultados, como se diz no meio corporativo.

Há ainda um esforço honesto de profissionais e organizações em direção à manutenção dos desejos de sustentabilidade demonstrados nos anos passados, no entanto é preciso um esforço adicional. Um reforço da importância dos princípios e objetivos da sustentabilidade em um planeta que caminha para 10 bilhões de habitantes ainda neste século.

Os diagnósticos estão feitos, sabe-se com grande margem de certeza que o atual meio de exploração dos recursos naturais, a produção linear e o descarte de resíduos no ambiente natural não podem continuar como padrão. A alimentação industrializada e o nível de desperdício relacionado ao consumo mostram uma sociedade ainda individualista e desligada dos problemas naturais e humanos, lembrando que essa separação entre natural e humano é artificial, uma vez que a humanidade é parte do ecossistema natural da Terra.
Plataforma para o futuro

A sustentabilidade e suas metas construídas ao longo de décadas de estudos e conferências internacionais oferecem uma plataforma de conhecimentos capazes de dar sustentação a uma economia que tem o potencial de alimentar 10 bilhões de pessoas com qualidade e, ainda, oferecer todos os benefícios de uma civilização tecnologicamente evoluída. Empresas, governos e organizações sociais estão perfeitamente habilitados a estabelecer suas metas e diretrizes em harmonia com o que há de mais avançado em conhecimento, ciência e utopia sustentável.

Mas… o que falta? Basicamente pressão popular, reforço institucional e decisão dentro de todos os nichos de poder, institucionais ou empresariais.

Para garantir que isso pode ser feito há um exército de profissionais qualificados à espera da oportunidade de fazer a diferença. Pessoas que construíram o boom da sustentabilidade nos últimos 20 anos, que estudaram gestão ambiental nas dezenas de cursos que surgiram no país, que atuaram e se capacitaram em centenas de atividades e que construíram seu conhecimento e diálogos e debates estimulados por mídias ambientais, de sustentabilidade e por jornalistas com atuação na mídia tradicional.
  • Dal Marcondes é jornalista com especialização em economia e meio ambiente e passagens por grandes redações da imprensa paulista, como Gazeta Mercantil, Agências France Presse, Dinheiro Vivo e Estado e revistas como Isto É e Exame. Atualmente é mestrando da ESPM-SP com pesquisa em Modelos de Negócios no Jornalismo Digital e Pós-Industrial.

Fonte: ENVOLVERDE
Festival Internacional de Cinema Infantil em São Paulo exibe 22 curtas-metragens nacionais que concorrem ao Prêmio Brasil de Cinema Infantil.
10ª edição do Prêmio teve 160 inscritos em três categorias; Vencedores serão divulgados em novembro.

Para valorizar e revelar o que há de melhor na produção audiovisual brasileira direcionada ao público infanto-juvenil, a 15ª edição do Festival de Internacional de Cinema Infantil (FICI), exibirá os curtas-metragens finalistas da 10ª edição do Prêmio Brasil de Cinema Infantil, que fomenta o reconhecimento de novos cineastas brasileiros e suas obras. Os 22 curtas concorrentes serão exibidos em sessões no Cinemark Eldorado no dia 29 de setembro.

“Apresentar esses curtas durante o Festival é mais do que um presente para os pequenos. É o reconhecimento de um trabalho incrível e sensível das novas gerações de cineastas brasileiros, que dedicam suas obras às crianças. Essa é uma das missões do FICI: abrir espaço e  estimular a produção audiovisual brasileira direcionada a esse público e mostrar o potencial que esse nicho tem na expansão do mercado nacional”, diz Carla Esmeralda, diretora do evento.

Este ano, o Prêmio recebeu 160 inscrições – 12,5% a mais do que em 2016 – em três categorias: Histórias Animadas (animações), Histórias Curtas (live-action) e Mostra Teen. Um júri especializado selecionou os finalistas para a premiação que, agora, terão os vencedores eleitos por um júri composto apenas por crianças. Os resultados serão divulgados em novembro, durante o FICI em Natal (RN), e os vencedores de cada categoria receberão um prêmio de finalização da Afinal Filmes, e os três primeiros colocados por categoria serão exibidos pela TV Brasil.

O FICI terá meia-entrada para todos no Cinemark e este ano será lançado primeiro em São Paulo (SP), de 21 de setembro a 1º de outubro; Estará de 2 a 12 de novembro em Salvador (BA), Aracaju (SE) e Natal (RN), e finalmente chegará ao Rio de Janeiro e Niterói (RJ) de 24 de novembro a 3 de dezembro. A programação completa está disponível em: http://festivaldecinemainfantil.com.br/.

Confira, abaixo, as produções concorrentes em cada categoria.
  • Histórias Animadas | 6 anos (63 minutos)
A primeira Flauta, de Simon Brethé e Ricardo Poeira (2017/MG); As Aventuras do Chauá, dirigido por alunos da Escola Municipal de Santo Antônio do Norte (2016/ES); Bolas de Trapos, de Carlos Avalone (2017/SP); Brinquedo Novo, de Rogério Boechat (2017/RJ); Caminho dos Gigantes, de Alois Di Leo (2016/SP); Eric Acorde, de Telmo Carvalho (2016/CE); Insustentarte, de Thiago Ottoni (2016/GO); Meus vizinhos de árvore, de Alexandre S. Matos e Emanuel Barroso (2017/RJ); O Fim da Fila, de William Côgo (2016/RJ) e Uma aventura na Caatinga, de Laercio Filho (2017/PB).
  • Histórias Curtas | 8 anos (80 minutos)
A Câmera de João, de Tothi Cardoso (2017/GO); A Luta, de Bruno Bennec (2017/RJ); Dourado, de Bernardo Teixeira (2017/MG); Lá do Alto, de Luciano Vidigal (2016/RJ); Médico de Monstro, de Gustavo Teixeira (2017/SP) e O menino Leão e a menina Coruja, de Renan Montenegro (2017/DF).
  • Mostra Teen | 10 anos (81 minutos)
Crisálida, de Serginho Melo (2016/SC); Estranho Ímpar, de Beto Oliveira (2016/SP); Mãe de Giz, de Almir Correia (2015/PR); O Espírito do Bosque, de Carla Saavedra Brychcy (2017/SP); Órion, de Rodriane DL (2016/PR) e Xavier, de Ricky Mastro (2016/SP).

Serviço:
Meia-entrada para todos: R$12,00


Fonte: ENVOLVERDE
Seis brasileiros têm a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres.
Redação CartaCapital – 

Relatório da Oxfam também mostrou que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população.

Um novo relatório da ONG britânica Oxfam a respeito da desigualdade social no Brasil mostra que os seis brasileiros mais ricos concentram a mesma riqueza que os 100 milhões de brasileiros mais pobres. Os dados estão no relatório A Distância Que Nos Une, lançado nesta segunda-feira 25 pela Oxfam Brasil.

A conclusão tem origem em um cálculo feito pela própria ONG, que compara os dados do informe Global Wealth Databook 2016, elaborado pelo banco suíço Credit Suisse, e a lista das pessoas mais ricas do mundo produzida pela revista Forbes.

Segundo a Forbes, Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) têm, juntos, uma fortuna acumulada de 88,8 bilhões de dólares, equivalente a 277 bilhões de reais atualmente.
Cena do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em 2014. A pobreza diminuiu, mas a desigualdade ainda é aterradora – Fernando Frazão / Agência Brasil

A Oxfam lembra em seu relatório que, ao longo das últimas décadas, o Brasil conseguiu elevar a base da pirâmide social, retirando milhões da pobreza, mas que os níveis de desigualdade ainda são alarmantes. “Apesar de avanços, nosso país não conseguiu sair da lista dos países mais desiguais do mundo. O ritmo tem sido muito lento e mais de 16 milhões de brasileiros ainda vivem abaixo da linha da pobreza”, explica Katia Maia, diretora-executiva da ONG.

Segundo o estudo da ONG, entre 2000 e 2016, o número de bilionários brasileiros aumentou de aproximadamente 10 para 31. Em conjunto, eles possuem um patrimônio de mais de 135 bilhões de dólares. Mais da metade dos bilionários (52%) herdou patrimônio da família, o que revela a incapacidade do Estado brasileiro de desconcentrar a riqueza – algo que sistemas tributários mais progressivos, como visto em países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), podem ajudar a fazer.

Na outra ponta, estimativas para os próximos anos são ruins para o Brasil a respeito da pobreza. Segundo o Banco Mundial, só em 2017 até 3,6 milhões de pessoas devem cair outra vez na pobreza.

Para a diretora da Oxfam Brasil, essa situação é inadmissível e precisa ser enfrentada por todos para que realmente seja solucionada. “Existe uma distância absurda entre a maior parte da população brasileira e o 1% mais rico, não apenas em relação à renda e riqueza, mas também em relação ao acesso a serviços básicos como saúde e educação. Atacar essa questão é responsabilidade de todos”, afirma.

Ainda segundo a ONG, uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal levaria quatro anos trabalhando para ganhar o mesmo que o 1% mais rico ganha em média, em um mês, e 19 anos para equiparar um mês de renda média do 0,1% mais rico.

O relatório estima ainda que as mulheres terão equiparação de renda com homens somente em 2047 e os negros ganharão o mesmo que brancos somente em 2089, mantida a tendência dos últimos 20 anos. Pelo ritmo atual, o Brasil vai demorar 35 anos para alcançar o atual nível de desigualdade de renda do Uruguai e 75 anos para chegarmos ao patamar atual do Reino Unido, se mantivermos o ritmo médio de redução anual de desigualdades de renda observado desde 1988.

Também segundo a Oxfam, os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população.

Leia o relatório na íntegra: https://goo.gl/JU8Bah

Aves nativas reaparecem em bairros centrais de São José dos Campos.

por Júlio Ottoboni, especial para a Envolverde – 

Diversas espécies de aves ressurgiram no cenário urbano de São José dos Campos nos últimos anos. 

São vistos desde integrantes da família dos falconídeos como o carcará e os gaviões como pinhé e o carijó até um aumento na população de pássaros como  sabiá , bem-te-vi e  joão-de-barro , tucano e maritaca. Eles estão sendo avistados inclusive nos parques e em regiões centrais da cidade. Uma parcela disto se deve ao plantio de árvores e a preservação de fragmentos de mata.

Segundo especialistas, algumas espécies conseguem se adaptar a expansão da malha urbana que expulsa grande parte dos animais nativos. As aves que conseguem conviver dentro de esse novo habitat correm riscos de serem mortas ou terem problemas de saúde, pois são obrigadas a terem mudanças drásticas em sua cadeia alimentar, como sobra de alimentos do homem.
Carcará

Apesar do fenômeno crescente, não há qualquer levantamento oficial de espécies encontradas dentro do território urbano e informações sobre quais os locais com maior incidência de animais silvestres. 

Os parques urbanos, como o Parque da Cidade – Burle Marx e o Parque Vicentina Aranha estão entre os mais visitados por essas aves, que também acabam por ocupar residuais de Mata Atlântica. O que tem levado a um aumento significativo também em pessoas interessadas em fotografar e conhecer esses pássaros.
Tucano

A própria compensação ambiental, com a introdução de novas árvores dentro da cidade, estimula a fixação desta população de animais silvestres. A prefeitura plantou neste ano 4.389 árvores até o momento. São José tem atualmente 176.389 árvores dentro de seu limite urbano. Destas, 300 são centenárias ou tombadas pelo patrimônio público, possuindo imunidade ao corte.

Um exemplo deste repovoamento de árvores vem da Secretaria de Manutenção da Cidade. Ela realiza o plantio em calçadas, praças, parques e áreas verdes do município e segundo seu balanço, de  janeiro a setembro foram plantadas 1.239 mudas. Em agosto foram  543 árvores e a meta é fechar esse ano com 3 mil novas mudas.

O plantio de árvores que acabam por atrair aves variadas dentro do bioma da Mata Atlântica é desenvolvido pela Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade. Essa pasta atende os programas de revitalização de nascentes e de educação ambiental, que envolve alunos da rede municipal. Neste ano, as equipes plantaram 3.150.

O  plano de arborização, que está em vigor desde dezembro de 2016, prevê o plantio de 56 mil mudas nos próximos 8 anos. As concentrações arbóreas contribuem ainda para equilibrar as temperaturas. 

Elas absorvem parte dos raios solares, amenizando as ilhas de  calor, além de ajudar a manter a umidade do solo a possibilitar um maior número de espécies da fauna, tanto urbana como silvestre.
Andorinha

O biólogo e proprietário da empresa de consultoria e serviços ambientais, Esfera Ambiental, Marcelo Godoy, que há mais de 30 anos atua no trabalho de resgate e reintegração de animais silvestres em todo Estado de São Paulo faz o alerta. Esse fenômeno é típico de áreas que estão expulsos de remanescentes de mata e buscam abrigo e alimentação nas cidades.

“Existe um avanço das cidades sobre os fragmentos de mata, que estão sendo destruídos numa velocidade impressionante. Com isso se perde o habitat natural e algumas espécies vão para onde tem alimento, embora o risco também seja muito maior, que são as áreas povoadas pelo homem”, comentou Godoy.


Fonte: ENVOLVERDE
10 recursos que, surpreendentemente, estão se esgotando no planeta.
Em 1900 havia apenas 1.6 bilhão de pessoas na Terra. Em 1950, este número foi dobrado, e em 2000 atingimos a marca de 6 bilhões, chegando aos 7.5 bilhões atuais.

A boa notícia é que com a simples medida de educar e dar acesso aos meios contraceptivos às mulheres de países menos desenvolvidos, a média de filhos por casal caiu de 6.3 para 1.9 em apenas duas gerações.

Mesmo com essa desaceleração na multiplicação humana, a Organização das Nações Unidas calcula que a população mundial em 2050 deve ser de 9,7 bilhões e, em 2100, 11 bilhões – sendo que 9 bilhões estarão concentrados na Ásia e África.

Esses números podem ser assustadores se continuarmos com o padrão de consumo insustentável que temos hoje. Se falta recursos para a população atual, imagine quando formos 11 bilhões habitando este planeta. Atualmente, uma em cada oito pessoas não tem comida suficiente em casa e 1.3 bilhão não tem acesso à energia elétrica constante.

Muitos podem pensar “ainda bem que eu não vou estar vivo para ver a catástrofe que será viver em 2100”, mas mesmo hoje há o esgotamento de alguns recursos que pensávamos ser abundantes. Confira a lista:

10. Areia


Mesmo se você não viver no litoral ou perto de um deserto, você está cercado pelo conjunto de partículas de rochas degradadas. Isso porque o concreto, vidro, tijolos, tinta e até a pasta de dentes precisam da areia em sua composição.

O problema é que não é qualquer tipo de areia que é própria para cada uma dessas funções, e com o boom da construção civil na China, essa demanda tem crescido explosivamente. A China usou mais areia nos últimos quatro anos que os Estados Unidos no século XX inteiro. Dubai, apesar de estar em um deserto, não tem o tipo de areia ideal para construção, e precisou importar areia de praias do Reino Unido e da Austrália.

9. Tratamentos eficazes para gonorreia


O primeiro antibiótico a tratar esta DST surgiu na década de 1940, mas a bactéria da gonorreia, Neisseria gonorrhoeae, tem encontrado formas de mutar e selecionar as cepas mais fortes do que o remédio consegue combater. Em apenas 70 anos, antibióticos perderam a eficácia para combater a doença, e apenas um tipo deles ainda funciona bem.

O primeiro tipo de gonorreia resistente a todos os antibióticos da classe das cefalosporinas, porém, surgiu no Japão em 2011. Este caso é da variação da bactéria chamada H014, e pesquisadores alertam que isso é preocupante, já que a gonorreia é a doença sexual mais contraída no mundo.

8. Hélio

Já se perguntou porque encher balões de festa com gás hélio é relativamente caro? A resposta é que extrair este gás é caro, e as maiores reservas do gás natural estão nos Estados Unidos. Apesar de ser o segundo gás mais abundante do universo, a atmosfera da Terra não é capaz de contê-lo, e ele é perdido para o espaço com facilidade. O hélio não é um recurso renovável.

Seu uso é muito mais nobre que em balões infantis. Ele é usado para detectar vazamentos em dutos, para limpar tanques de foguetes da NASA, para refrigeração de reatores nucleares e em equipamentos de ressonância magnética.

7. Injeções letais

Os laboratórios que produzem medicamentos que podem ser usados para eutanásia humana têm todos os ingredientes necessários para produzi-los. Neste caso não há escassez de matéria-prima, mas falta de interesse dos laboratórios em ter sua marca associada a execuções.

Em 2016, o gigantesco laboratório Pfizer entrou para a lista de 20 outras empresas farmacêuticas dos EUA e Europa que bloquearam os EUA de usar suas drogas para execuções. “A Pfizer faz seus produtos para melhorar e salvar as vidas de pacientes que atendemos. Nos opomos fortemente ao uso de nossos produtos para injeções letais para pena de morte”, afirma nota da empresa publicada em maio de 2016.

Para contornar este problema, estados norte-americanos têm escondido a origem das drogas utilizadas nas execuções, provavelmente utilizando pequenos laboratórios que produzem as substâncias sob demanda.

Alguns estados também começaram a fazer experimentos com coquetéis ainda não testados, resultando em mortes desumanas, como a de Clayton Lockett, no estado de Oklahoma em abril de 2014. O prisioneiro levou 43 minutos para morrer, aparentemente com terríveis dores. O mesmo aconteceu meses depois com o prisioneiro Joseph Wood, no estado de Arizona, que levou 58 minutos para morrer.

Frente a estas dificuldades, alguns estados têm flertado com métodos draconianos de execução. Em 2015, o estado de Utah aprovou uma lei que reinstala o esquadrão de fuzilamento como método secundário caso o estado falhe em obter a injeção letal. Já o estado de Tennessee aprovou a execução por cadeira elétrica caso o acesso à injeção seja dificultado.

6. Terras férteis

Um cálculo feito por pesquisadores da ONU apontou que temos o equivalente a 60 anos restantes de solo superficial que pode ser usado na agricultura. Isso porque gerar 3 cm de solo leva mil anos, e a taxa atual de degradação é superior à de formação do solo.

As causas de destruição do solo incluem agricultura com muitos produtos químicos, desmatamento (que aumenta a erosão), e aquecimento global. A notícia mais triste é que apesar de 95% do nosso alimento vir do solo, ele costuma ser ignorado no mundo todo.

“Estamos perdendo 30 campos de futebol de solo a cada minuto, em sua maioria para agricultura intensiva”, alerta o ativista Volkert Engelsman.

5. Espermatozoide

Um estudo analisou a concentração de espermatozoide na população dos EUA, Europa, Austrália e Nova Zelândia, e observou que houve uma queda de 52% nessa concentração entre os anos de 1973 e 2011.

Esses declínios têm maiores implicações do que na saúde reprodutiva: saúde ruim dos espermatozoides está associado com a alta morbidade e mortalidade geral da população.

Mas o que está causando esta queda? Pesquisadores acreditam que isto está relacionado ao nosso ambiente e a fatores que impactam nossos hormônios, como dieta, pesticidas e até estresse.

4. Peixe

Os índices de pesca nos oceanos devem diminuir 2% ao ano até ficarmos sem peixes selvagens. A situação é pior do que parece porque as grandes empresas de pesca não declaram toda a quantidade de peixes que capturam todos os anos. Estima-se que 92% da pesca não seja declarada por barcos de pesca chineses, e 40% da pesca global seja mantida escondida.

Isso provoca uma enorme falta de equilíbrio na cadeia alimentar e no ciclo reprodutiva dos animais dos oceanos, causando um problema que vamos sentir em breve.

3. Espaço para armazenar dados

Dados nunca foram mais importante que agora. Eles são vitais para negócios em todo o mundo. Em 2020, estima-se que haverão 26 bilhões de aparelhos com conexão à internet em uso, isso sem contar os 7 bilhões de smartphones, tablets e computadores. Os bilhões de HDs ao redor do mundo não vão conseguir acompanhar este crescimento, mas há soluções criativas sendo propostas.

Em 2013, por exemplo, um grupo de pesquisadores do Instituto European Bioinformatics conseguiu armazenar a coleção completa de sonetos de Shakespeare, um PDF com a primeira descrição da estrutura de hélice dupla do DNA, um trecho de 26 segundos do discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King Jr., e uma foto em formato JPEG em um filamento do DNA. Se realmente conseguirmos colocar em uso tecnologias desse tipo, tudo ficará bem.

2. Ouro

Mineradores de ouro têm tido dificuldade em descobrir novos pontos de extração nos últimos 10 anos. Várias empresas de mineração tiveram que cancelar mais e mais projetos por conta de grandes riscos potenciais. Os investimentos em ouro têm diminuído de US$10 bilhões em 2012 para US$4 bilhões em 2016. Assim, a oferta do metal deve cair entre 15 e 20% nos próximos três a quatro anos.

Por isso, empresas que não têm medo de sonhar com coisas grandes estão mirando em um asteroide cheio desse metal. Ele passou pela Terra pela última vez em 2011, e é chamado UW158. A rocha tem mais de 500 metros de comprimento e tem o equivalente entre US$300 bilhões e US$ trilhões em metais preciosos.

Neste momento, ele está a uma distância seis vezes maior que a Terra e a Lua. Mas isso não tem desanimado pesquisadores. Uma empresa chamada Planetary Resources, no estado de Washington (EUA), passou por uma expedição de três meses para testar sua tecnologia para prospecção extraterrestre. A nave Rosetta da Agência Espacial Europeia também conseguiu pousar em um cometa em 2014, provando que podemos ter uma corrida do ouro muito futurista em breve.

1. Enfermeiros

Países desenvolvidos estão passando por uma queda na oferta de profissionais de enfermagem. Isso porque o número de idosos está aumentando dramaticamente e também porque há falta de programas de enfermagem para absorver candidatos qualificados.

Entre 2010 e 2030, o número de idosos nos EUA deve aumentar 75%. Daqui a 13 anos, uma entre cinco pessoas será idosa. Isso é um número impressionante, levando em conta que 80% dos idosos tem pelo menos uma doença crônica, e 68% tem duas delas.

E por que não há enfermeiros em abundância neste país? Apenas em 2012, os programas de enfermagem ao redor dos EUA recusaram quase 80 mil candidatos qualificados com a justificativa que faltam professores, salas de aula, espaços clínicos e que há problemas orçamentários. Por isso, recentemente tem-se observado uma migração de enfermeiros do Canadá para os EUA. [List Verse]


Fonte: SCIENCE

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A face perversa da logística reversa?
uliana Zellauy, contribuição para a Envolverde – 

Assim como grande parte dos profissionais de sustentabilidade, tenho acompanhado de perto as discussões e iniciativas para atendimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10).

Para quem não está familiarizado, a PNRS, além de outros itens, prevê a responsabilidade compartilhada para a destinação correta dos resíduos sólidos urbanos, incluindo órgãos públicos, fabricantes, consumidores, importadores, distribuidores, comerciantes, entre outros. Uma das inovações da Política brasileira em relação à de outros países é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis nos sistemas de Coleta Seletiva e de Logística Reversa.

Colocado este cenário inicial, gostaria de fazer um alerta importante para os catadores de materiais recicláveis e cooperativas que os representam.

Ao longo da minha carreira tive a grande oportunidade de trabalhar com os catadores e admiro o trabalho que eles desempenham. A inclusão dos mesmos na Política foi uma luta de anos e felizmente, conseguiu uma vitória social significativa no sentido de incluir estes importantes protagonistas na PNRS. Isto posto, tendo conhecido e mesmo gerenciado diversas iniciativas que visam a implementação de sistemas de logística reversa, posso dizer com propriedade que os catadores precisam se profissionalizar agora. Este é o momento em que não dá mais para postergar.

Existem cooperativas espalhadas por todo o Brasil que tem realizado um trabalho diferenciado, no entanto, grande parte delas ainda sofre com problemas sérios de gestão, falta de documentação básica, carência de procedimentos essenciais de saúde e segurança dos seus trabalhadores, dependência extrema de órgãos públicos, falta de capacitação e baixa produtividade.

Considerando que para atingir as metas estabelecidas pelo governo será necessário o manejo de volumes extremamente significativos de resíduos sólidos, se as cooperativas não se organizarem agora, perderão uma oportunidade única de serem peças-chave neste processo.

Alternativas como as reverse machines e outras máquinas que automatizam o processo, aumento no número de empresas especializadas, e a tendência de valorização gradual dos resíduos sólidos, significam a abertura de novos mercados e a inserção de novos atores interessados em concorrer neste cenário.

Não, isso não significa que o sistema é “mal”, mas, sendo direta, significa que quem estiver melhor preparado terá a preferência neste mercado.

Não existem desculpas. As cooperativas podem e tem plena capacidade de exercer este trabalho com a qualidade e a produtividade necessárias. Certamente não é um caminho fácil, mas já vi muitas fazerem acontecer, mesmo em condições extremamente desfavoráveis.

É claro que um sistema, para ser resiliente, não deve contar com uma alternativa única, mas ser diverso e incluir possibilidades diferentes para chegar a um objetivo comum. Assim, reverse machines, créditos de resíduos, empresas especializadas, startups de empreendedorismo social e cooperativas são peças importantes de um sistema complexo com características que se complementam.

O ponto que abordo aqui é o fato das cooperativas estarem correndo o sério risco de terem seu papel muito reduzido, caso não se preparem para atender os requisitos mínimos de um mercado que está cada vez mais exigente e profissionalizado.
Justamente por conhecer e admirar os catadores é que deixo este alerta. Bora fazer acontecer, todos juntos!

*Juliana Zellauy Feres é executiva da área de sustentabilidade, com passagens por diversas organizações e empresas.


Fonte: ENVOLVERDE
São José dos Campos tem a maior árvore pertencente ao bioma amazônico.
Por Júlio Ottoboni, especial para a Envolverde

No Dia da Árvore,  São José dos Campos comemora o fato de ter o maior exemplar da espécie Samanea saman, conhecida popularmente por Árvore da Chuva ou Chorona de todo o Brasil. Apesar de pertencer ao bioma amazônico, sendo originária do Amazonas, Pará e Tocantins, com ocorrências também no nordeste e no centro-oeste do país, ela se adaptou bem ao clima subtropical e se encontra no Parque da Cidade – Burle Marx.

Segundo o levantamento, a área de projeção de copa da árvore chega a 988,22 metros quadrados. Isso significa que toda essa área, com quase mil m², é sombreada por ela nos vários horários do dia. 

Inclusive o local onde ela se encontra é um espaço aberto, sem outros exemplares arbóreos no entorno, o que facilitou o grande desenvolvimento de sua copa que tem de circunferência de projeção 113 metros com sol a pino. Diâmetro da altura do peito é de 1,3 metros do tronco.
“ O estudo demorou cerca de três semanas para ser concluído, inclusive com todas as medidas e a situação da árvore. Creio que ela tenha sido plantada no local quando ainda era uma fazenda leiteira, pois há ruínas nas proximidades”, destacou o engenheiro agrônomo que assina o laudo, Herbert Luiz de Carvalho Campos.

A árvore Chorona, de São José,  entrou para o Rank Brasil em 2017 que classifica os maiores exemplares de diversas espécies em território nacional,  como o recorde de maior árvore da espécie em solo brasileiro. Ela tem 40 metros de diâmetro de copa e 14 metros de altura estimados. A prefeitura desenvolveu um amplo relatório sobre esse exemplar envolvendo dois engenheiros agrônomos para conquistar essa posição no ranking das árvores.

Trata-se de uma espécie nativa do Brasil, porém  rara de ser encontrada no sudeste. Sua incidência maior é no pantanal mato-grossense, no nordeste mineiro e na Amazônia Ocidental. O único exemplar que se tem registro em São José dos Campos foi tombado pelo Decreto 14.878/12, assinado em 10 de fevereiro de 2012.

Considerada como patrimônio ambiental, a prefeitura  atendeu a um pedido feito à época ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comphac). 

Com o decreto, a árvore de copa extensa e frondosa, com idade média entre 90 a 100 anos, se tornou imune ao corte.

As análises feitas pelos técnicos calculam que esse indivíduo da família Mimosoideae tenha por volta de 100 anos de idade. Seu plantio é anterior a constituição dos jardins do Burle Marx no local que abrigou a residência do empresário Olivo Gomes, que foi proprietário da Tecelagem Parahyba. O local também serviu como pastagem de gado, principalmente de búfalos.

Para técnicos da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento, que abrange o turismo, o recorde tem a importância de criar mais um ícone para a cidade, atraindo publicidade, gerando mais uma identidade e estimulando o desenvolvimento turístico.

A conservação e a fiscalização da árvore são realizadas pela Secretaria de Manutenção da Cidade. O laudo que contribui para caracterização da espécie foi elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade. O RankBrasil é uma empresa independente que atua há 17 anos em todo território nacional, registrando exclusivamente recordes brasileiros, sem vínculo com sistemas internacionais, como o Guinness World Records.


Fonte: ENVOLVERDE
Nível de gelo no Ártico em 2017 é a oitavo menor da história; Há 16 anos a região não atinge nível acima da média.
Setembro é o mês em que a extensão de gelo no Ártico atinge seu nível mínimo. © WWF / Sindre Kinnerød.

WWF

Mesmo com metas globais, região ainda sofrerá aquecimento de 3,5º a 5º C

O mês de setembro é a época em que o Ártico atinge sua extensão mínima anual de gelo. Os resultados de 2017, que acabam de ser divulgados e estão bem abaixo da média histórica, são uma oportuna lembrança de que devemos trabalhar com ainda mais empenho para alcançar o objetivo de 1,5º C estabelecido por quase 200 países no Acordo de Paris. Os números do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA (NSIDC) mostram que o gelo marinho atingiu um mínimo de 4,64 milhões de quilômetros quadrados em 13 de setembro, 1,58 milhões de km2 abaixo da média. Há 16 anos, o Ártico não registra uma extensão de gelo acima da média de setembro. A marca é a oitava menor da história.

Em nenhum lugar, os efeitos de um clima de aquecimento vêm sendo sentidos de forma mais rápida e mais profunda do que no Ártico. Mesmo que o mundo atenda aos termos do Acordo de Paris, o Ártico ainda deverá aquecer 3° a 5°C a mais, afetando a rica biodiversidade da região e a vida daqueles que dependem disso.

O aquecimento adicional é em grande parte devido a um retorno de resultados. À medida que o aquecimento da água e do ar derretem o gelo do Ártico, o oceano recém-descoberto absorve ainda mais energia solar. O oceano exposto também significa mais transporte marítimo no Ártico, acompanhado de emissões de carbono negro que se instalam no gelo e absorvem ainda mais calor – uma reação desenfreada que está derretendo o Ártico como o conhecemos.

O líder do programa Ártico do WWF, Alexander Shestakov, relembrou as declarações feitas em agosto pelo presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, de que se perdermos o Ártico, perdemos o globo: “Isto é a realidade. As emissões, tanto de gases de efeito estufa quanto de carbono negro do aumento do transporte marítimo do Ártico, estão criando uma verdadeira tempestade no Ártico. Exortamos os estados do Ártico e outros a priorizarem a redução das emissões de carbono negro e a cooperarem ainda mais na consecução dos objetivos de Paris”.

Para o líder global da prática climática e energética do WWF, Manuel Pulgar-Vidal, “a tendência contínua de perda de gelo do mar no Ártico mostra que a comunidade global tem muito trabalho a fazer para atingir o objetivo de 1,5° C. É fundamental que possamos trabalhar juntos de forma imediata em soluções já disponíveis para ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono, expandindo a implantação de energia renovável, no Ártico e em todo o mundo”.

Sobre o Acordo de Paris

O Acordo de Paris, aprovado em dezembro de 2015, compromete quase 200 países a empreenderem todos os esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C e, assim, evitar alguns dos piores impactos de um planeta aquecido.

O ano de 2016 foi o mais quente registrado. No ano passado, a temperatura média global anual subiu para um recorde de 1° C acima dos níveis pré-industriais. Mesmo que possamos parar as emissões hoje sem prejudicar a economia global, as temperaturas continuarão aumentando em alguns décimos de grau nas próximas décadas.

Limitar o aquecimento a um aumento médio de 1,5º C resultaria em uma redução do aumento do nível do mar, ondas de calor tropicais mais curtas e potencialmente menos eventos climáticos extremos, como as devastadoras chuvas e inundações que afetaram recentemente a Índia, Estados Unidos, Bangladesh e Nepal.

Sobre o mínimo de gelo do mar

O gelo do mar do Ártico geralmente atinge sua menor extensão anual em setembro.

A extensão mínima em 2017 é a 8ª mais baixa registrada desde que o monitoramento por satélite começou em 1979.

Após uma série de ondas de calor do Ártico no outono passado, o NSIDC relatou a maior extensão de gelo do mar já registrada em março.


Fonte: WWF