segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Satélite Copernicus monitora impactos em áreas costeiras e bacias fluviais.
Os ecossistemas costeiros, marinhos e fluviais beneficiam a sociedade de várias maneiras, fornecendo-nos uma gama de ” serviços ecossistêmicos “, como o armazenamento de carbono, o apoio a pescarias sustentáveis ​​e a atuação como amortecedor entre o mar e a terra. A conservação e o manejo adequado desses ecossistemas também podem nos ajudar a reduzir o risco de inundações costeiras e erosão.

As estruturas artificiais muitas vezes têm um impacto negativo nos processos naturais nas áreas costeiras, causando custos futuros significativos. Por outro lado, as intervenções que integram sistemas naturais dentro das defesas de inundação podem resultar em estratégias de mitigação mais sustentáveis ​​e econômicas. Os dados e informações da Copernicus oferecem uma oportunidade para implantar serviços operacionais a jusante que ofereçam suporte a tais estratégias.

As soluções baseadas na natureza exigem uma melhoria no nosso conhecimento de como os ecossistemas costeiros funcionam. Por exemplo, engenheiros e cientistas precisam entender melhor os mecanismos pelos quais a vegetação reduz a energia das ondas, como esses processos “aumentam a escala” de plantas individuais para grandes horizontes e como melhor incluir essa informação no projeto de esquemas de defesa contra inundações. Gerentes ambientais, por outro lado, podem precisar de um inventário geo-referenciado de vegetação natural, e informações sobre como essas áreas estão mudando ao longo do tempo.

As demonstrações verificáveis ​​dos benefícios das soluções baseadas na natureza são raras. Os organismos de proteção contra inundações e os engenheiros ambientais precisam de ferramentas confiáveis ​​e práticas que lhes fornecem informações quantitativas sobre parâmetros-chave. O Satélite Copernicus fornece dados e informações da Observação da Terra (EO)  pelo programa de EO, tido como um dos mais ambicioso do mundo.

Aproveitando os dados gratuitos e abertos de Copernicus, a equipe de projeto FAST (Foreshore Assessment using Space Technology), financiada pela UE, mediu as características da vegetação, a atenuação das ondas, a sedimentação e a erosão em oito locais costeiros em quatro Estados-Membros diferentes da UE. Os dados e informações de Copernicus – juntamente com outros dados de EO – foram transformados em camadas globais, incluindo informações sobre cobertura de vegetação global, mudanças de vegetação, além de mapas de elevação costeira novos e mais precisos.


Fonte: ENVOLVERDE
Aumento da temperatura do planeta favorece mosquitos vetores de doenças.
O aumento da temperatura média do planeta, induzido principalmente pela emissão de gases de efeito estufa, deve contribuir para ampliar, no Brasil, a área de distribuição de quatro vírus transmitidos por mosquitos: o Oropouche (OROV), o Mayaro (MAYV), o Rocio (ROCV) e o vírus da encefalite de Saint Louis (SLEV).

A conclusão é de um estudo publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases. O trabalho foi realizado no Instituto Butantan durante o doutorado de Camila Lorenz, com apoio da FAPESP e orientação de Lincoln Suesdek, do Departamento de Parasitologia. Também participaram os pesquisadores Flávia Virginio, Thiago Salomão, Breno Aguiar e Francisco Chiaravalloti-Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

“Levantamos todos os surtos dessas arboviroses ocorridos no país desde a década de 1960 e avaliamos como eles se relacionavam com diferentes fatores ambientais. Com base nos resultados, modelamos a distribuição das doenças até 2100. Os dados mostram que a área de distribuição dos quatro arbovírus deve aumentar nos próximos anos em função, principalmente, da temperatura”, disse Lorenz à Agência FAPESP.

Ao todo, sete fatores ambientais foram considerados na análise multivariada: precipitação anual (o quanto chove ao longo do ano na região em que ocorreu o surto), média de temperatura anual, elevação (altitude), sazonalidade da temperatura (variação entre os meses mais quentes e mais frios do ano), sazonalidade da precipitação (variação entre os meses mais chuvosos e os mais secos), amplitude térmica (variação da temperatura ao longo do mês) e variação diária da temperatura.

De acordo com Lorenz, os resultados sugerem que cada vírus é afetado de forma diferente pelas variáveis ambientais. No caso do Oropouche e do Mayaro, por exemplo, os fatores que se mostraram mais associados à ocorrência de surtos foram a média anual da temperatura e a amplitude térmica. 

Ambos os vírus mostraram características semelhantes e se distribuem principalmente na região Norte do país. Já para Saint Louis e Rocio a precipitação anual teve mais peso – quanto mais alta a média anual de chuva, maior o número de surtos.

“Embora fracionada em diferentes variáveis, a temperatura esteve de algum modo presente em todos os casos. A precipitação também apresentou alguma contribuição para a ocorrência dos surtos, já que a presença de água é necessária para a reprodução dos mosquitos”, disse a pesquisadora.

A variável altitude, segundo Lorenz, teve mais influência apenas sobre a distribuição do vírus Rocio. 

Um grande surto causado pelo patógeno foi registrado no Vale do Ribeira, região de baixa altitude no sul do Estado de São Paulo, por volta de 1975.

“Já existe a noção de que a temperatura é um fator importante para as doenças tropicais, mas, por mais que o senso comum aponte para uma direção, só temos segurança científica por meio de experimentos ou validação estatística. E observamos que, como os vírus têm características diferentes, ciclos de vida diferentes dentro e fora do hospedeiro, não são influenciados da mesma maneira pelos fatores ambientais. Este estudo dá diretrizes para o refinamento das estratégias de detecção e de controle dessas doenças”, disse Suesdek.


Fonte: FAPESP
Em maio 80 países aplicam provas de conhecimento em seus alunos.
Em maio deste ano, mais de 80 países aplicarão as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), maior avaliação internacional em educação. No Brasil, 19 mil alunos de 661 escolas serão submetidos a esse exame.

No início de março, diretores das escolas selecionadas em todos os estados e no Distrito Federal receberão a Cartilha do Diretor e serão contatados pela instituição aplicadora. O público-alvo são estudantes de 15 anos, nascidos em 2002 e matriculados a partir do sétimo ano do ensino fundamental.

A avaliação abrange as áreas de leitura, matemática e ciências. A divulgação dos dados ocorre no ano seguinte à aplicação. A partir dos resultados, serão produzidos indicadores que contribuem para a discussão da qualidade da educação nos países participante.


Fonte: ENVOLVERDE
Simpósio sobre maconha leva pesquisadores serem indiciados por crime.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está sendo investigado por apologia ao crime, durante o 5º Simpósio Internacional Maconha Outros Saberes, que ocorreu em maio do ano passado. Eles prestaram depoimento no 16º Distrito Policial (DP), na Vila Clementino, zona sul paulistana, na quarta-feira (21).

O Ministério Público decidiu abrir a investigação porque os organizadores do evento convidaram Geraldo Antonio Baptista para palestrar em uma das mesas. Conhecido como Rás Geraldinho, ele está preso desde 2013, condenado por tráfico de drogas. Geraldinho é fundador de uma igreja de denominação rastafari em Americana, no interior paulista. A filosofia religiosa utiliza a maconha como parte de seus rituais.

Os pesquisadores pediram autorização judicial para que Geraldo pudesse comparecer ao simpósio. A Justiça, no entanto, negou o pedido e o evento aconteceu sem a participação do religioso. Ele deveria falar sobre o uso ritualístico da substância.


Fonte: EBC
CDP Supply Chain 2018 – Diálogo com fornecedor gera cadeia de valor sustentável.
Por Caroline Ligório, da Envolverde, especial para o CDP – 

Uma relação de colaboração e integração é a aposta para que empresas e fornecedores gerem uma cadeia de valor baseada na sustentabilidade do início ao fim do processo do serviço que prestam à sociedade. No evento CDP Supply Chain 2018 casos de sucesso de empresas como Braskem, Arcos Dorados, Santander Brasil e Stefanini Solutions foram trazidos à tona.

No caso da Braskem, o engajamento junto aos fornecedores despontou como parte integral da estratégia de sustentabilidade da empresa e não algo externo que passou a ser incorporado dentro da pasta sustentabilidade. A Arcos Dorados com operação em mais de 120 países, com atendimento diário mundial de 70 milhões de pessoas, quatro milhões na América Latina e 134 mil restaurantes ao redor do mundo buscou entender os impactos que os negócios ocasionavam. Em 2012, o levantamento feito sobre a emissão de gases de efeito estufa na Europa indicou que 71% dos gases gerados vinham dos fornecedores.

O grande desafio com o qual as empresas se depararam foi o convencimento e conscientização dos fornecedores, no intuito de lhes demonstrar que o engajamento implica em perpetuação dos negócios. Na Stefanini Solutions, uma cartilha distribuída aos fornecedores aborda a temática sustentabilidade. Na Braskem, os dados do CDP Supply Chain tornam-se indicadores que apontam a eficácia, desta forma é possível identificar o percentual de fornecedores que não apresentavam metas, e como estão hoje, e os que conseguiram reduzir as emissões.

O trabalho de conscientização não se dá apenas na esfera externa, mas também na esfera interna. Há de haver uma sinergia entre gestores e funcionários para que as informações sejam introduzidas dentro das rotinas das mais diversas áreas, sustentabilidade, compras, serviços, transporte, entre outras.

“A forma de trabalhar do banco e de seus fornecedores tem que ter valores próximos. É um desafio muito grande, porque esses fornecedores têm tamanhos, histórias e experiências diferentes e também outros clientes”. Para Ricardo Pasqualini, superintendente de operações e compras do Santander Brasil, o alinhamento de valores é necessário, pois, a marca de uma empresa é influenciada diretamente pelos fornecedores.

Para que o engajamento tome proporções gradativamente maiores, as empresas optam por medidas que incentivam na melhora quantitativa e qualitativa dos fornecedores nos resultados de emissão e de gestão. “Dentro do próprio CDP nós oferecemos anualmente para qualquer fornecedor que queira uma oportunidade de fazer uma consultoria gratuita. Ele pode avaliar os seus processos para identificar oportunidades, reduzir custos, emissões e consumo de energia”, informou Luis Carlos Xavier, coordenador de desenvolvimento sustentável da Braskem, acrescentando que ainda contam com o índice de desempenho do fornecedor, o qual atribui nota de 0 a 100 a todos os fornecedores da empresa.

Segundo Leonardo Lima, diretor corporativo de sustentabilidade da Arcos Dorados, a empresa não tem apenas um fornecedor para um determinado produto, o que faz com que seja um estímulo para que respondam aos questionários CDP, sendo que outros da mesma categoria estarão respondendo a ele e não irão querer ficar para trás.“O maior beneficiado é o próprio fornecedor que tem um diagnóstico baseado em uma ferramenta global. Ele pode se situar e se observar em relação aos seus pares, aos seus competidores e a outras categorias. Ele pode se comparar e fazer um plano de evolução.”

Tendo em vista que as mudanças nas cadeias de valor estão em curso, as previsões para um período de 20 anos são otimistas. Ricardo Pasqualini, superintendente de operações e compras do Santander Brasil, acredita que não haverá mais a necessidade de incentivar as pessoas, pois, a prática será adotada como idoneidade tributária, algo que se faz, por acreditar e gerar resultados.

Compartilhamento de valores é o que Luis Carlos Xavier, coordenador de desenvolvimento sustentável da Braskem, espera dos fornecedores que a empresa terá daqui 20 anos. Para Xavier, a escolha não será pautada somente pela questão econômica, mas, sobretudo em como essas empresas tratam seus funcionários, como o fornecedor se porta dentro da cadeia, se não há trabalho análogo ao escravo, exploração de mão de obra infantil, ou seja, vendo como ele gerencia todas as questões de impacto social e ambiental. Essa visão é compartilhada por Washington Souza, gerente executivo de governança da Stefanini Solutions. “Destacarão os fornecedores que irão ajudar os clientes na transformação de seus negócios. A questão da ética, conduta, integridade, tratar bem as pessoas, deve ser o próximo tema da vez.”

Leonardo Lima, diretor corporativo de sustentabilidade da Arcos Dorados, chama atenção para a quantidade de informações e dados disponíveis, que farão com que a transparência seja total dos fornecedores em 20 anos. Lima acredita que os fornecedores da empresa terão que usar o que a Arcos Dorados está tentando praticar, aprender e compartilhar. “Precisamos acelerar o compartilhamento, nós não temos muito tempo. Compartilhar significa reduzir custos. As soluções já estão lá, só que não são compartilhadas. Precisamos parar de achar que cada organização vai encontrar a solução para o mundo! A solução já esta encontrada.”


Fonte: ENVOLVERDE

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

América Latina é mais preocupada com as mudanças climáticas, mostra estudo.
Da Patagônia ao ponto mais a norte do México, a mudança climática é percebida como um problema “muito sério” entre 80% e 60% da população, preocupação que duplica o que se expressa nos Estados Unidos e no Canadá.

Isso é mostrado por uma pesquisa realizada pelo Americas Barómetro e Vanderbilt University, que incluiu 29 países e avaliou os fatores individuais que prevêem a opinião pública sobre mudanças climáticas nas Américas.

Com base em suas pesquisas, os autores concluíram que o nível educacional e socioeconômico, bem como a avaliação de riscos, são os principais preditores de preocupação com esse fenômeno na região.

Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Honduras lideram a lista de países com maior preocupação com as mudanças climáticas. Na América Central, 8 das 10 pessoas entrevistadas responderam que consideravam “muito sério” se seus governos não fizeram nada para mitigar as consequências do fenômeno.

Nos Estados Unidos e no Canadá, por outro lado, apenas 4 dos 10 cidadãos questionados descreveram este problema como “muito sério” para seus países.

Outra diferença nas Américas destacada no estudo é a politização do tema. Enquanto nos EUA, a preocupação com as mudanças climáticas difere de acordo com a inclinação política dos indivíduos, na América Latina e no Caribe é mais difundida em todo o espectro político.

“O alto nível de preocupação com as mudanças climáticas na América Latina e no Caribe indica que existe, pelo menos, uma demanda latente entre os cidadãos para obter respostas. Os dados sugerem que os líderes (locais e nacionais) e as ONGs que defendem soluções encontrarão uma audiência interessada no diálogo “, disse Elizabeth Zechmeister, uma dos autores do estudo que usou uma amostra representativa de cada país, para a SciDev.Net, tanto na população urbana como rural.

A descoberta parece promissora para iniciativas verdes que buscam cidades latino-americanas para apostar nos transportes públicos com energia renovável ou para promulgar ordenanças em favor da construção ecológica.


Fonte: ENVOLVERDE
Parque Solar da Enel começa a funcionar no Estado da Bahia.
A Enel, por meio de sua subsidiária de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), iniciou operação de seu parque solar Horizonte (103 MW), localizado no município de Tabocas do Brejo Velho, no estado da Bahia.

“A entrada em operação de Horizonte representa um novo marco para a presença do Grupo no mercado de energia solar do Brasil, onde em apenas oito meses adicionamos quatro novos projetos que somam uma capacidade de 807 MW de energia solar. Entre esses projetos, está a maior usina solar fotovoltaica da América do Sul atualmente em operação, Nova Olinda” , disse Antonio Cammisecra, Responsável Global da Divisão de Energias Renováveis da Enel, Enel Green Power.

“ Confirmamos nossa liderança no setor de energias renováveis brasileiro, como reconhecido também após as recentes vitórias do Grupo nos últimos leilões. Dessa forma, estamos , contribuindo para a diversificação da matriz de geração do país e para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.”

A Enel investiu aproximadamente 110 milhões de dólares americanos na construção de Horizonte, como parte dos investimentos previstos no atual plano estratégico da companhia, e é financiado por meio de recursos próprios do Grupo Enel, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste (“BNB”). O parque solar é apoiado por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA, sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE).

O parque solar Horizonte é composto por cerca de 330 mil painéis solares e será capaz de produzir mais de 220 GWh por ano quando estiver operando plenamente.No Brasil, o Grupo Enel tem uma capacidade instalada de energias renováveis de cerca de 2,9 GW, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, dos quais 842 MW são de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.270 MW de energia hidrelétrica. A companhia também conquistou recentemente contratos para uma capacidade total renovável de mais de 1 GW nos leilões brasileiros A-4 e A-6.


Fonte: ENVOLVERDE
Poluição sonora aflige cada vez mais os centros urbanos.
A poluição sonora prejudica a saúde, o meio ambiente natural e antropizado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ruído é considerado um problema de saúde pública e uma das causas de poluição que mais afeta o planeta. Dos problemas mais frequentes temos os ruídos em excesso no ambiente urbano externo, perdas auditivas, irritabilidade, agressividade, stress, insônia, pressão alta e problemas cardiovasculares.

Ruídos são gerados em diferentes ambientes, como o externo e o interno, mas podem ser controlados por soluções em acústica, que devem ser projetados e aplicados por equipe especializada. Ouvir boa música, ver um filme, jogar videogame ou fazer uma reunião confidencial devem proporcionar tranquilidade e privacidade para quem participa e quem não precisa participar. O processo de acústica auxilia na interatividade, redução de estresse, bem estar, aprendizado e aumento de produtividade.

De acordo com o estudo All About Music, promovido pelo Vagalume, 52% dos brasileiros dedicam seu tempo apenas para ouvir música, enquanto 32% ouvem ao trabalhar e 25% enquanto jogam. O som também influencia na percepção e melhora das habilidades em jogos de videogame. Há ainda consumidores que investem em um sistema de som de qualidade, com surround e recursos, por exemplo, mas esquecem de desenvolver um ambiente acusticamente preparado para receber a absorção e a difusão das ondas sonoras.


Fonte: ENVOLVERDE
São José dos Campos usará lâmpadas de LED na iluminação pública.
A Câmara de São José dos Campos aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar operação de crédito junto ao Banco do Brasil, até o valor de R$ 32,1 milhões, para continuidade do Projeto Iluminar, que integra o Plano de Gestão com o objetivo de garantir mais segurança para a população.

O Projeto Iluminar teve início neste ano e prevê a substituição gradativa das 75 mil luminárias atuais de ruas e avenidas por LED, mais potentes e modernas.

Além de serem mais eficientes, contribuirão para a diminuição da necessidade de manutenção e reparos na iluminação pública, gerando economia para os cofres públicos.

Economia

O investimento na iluminação de LED proporcionará uma economia anual estimada de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 1,9 milhão em relação ao consumo de energia e de R$ 636 mil com a manutenção dos equipamentos. Outros R$ 1,1 milhão serão economizados através da reutilização das lâmpadas e reatores que serão substituídos.

Além da economia, a expectativa é de que a modernização da iluminação contribua para a redução da criminalidade e que proporcione maior conforto e segurança para a população.

Iluminação moderna

O Projeto Iluminar começará com a instalação de 500 luminárias no primeiro semestre deste ano, sendo que 100 já foram implantadas no novo trecho da Via Oeste. As outras 400 iluminarão avenidas de grande fluxo de veículos e pessoas. Os locais já estão sendo definidos.

O financiamento aprovado pela Câmara permitirá a continuidade do projeto, que prevê a instalação de outras 18 mil lâmpadas de LED entre julho de 2018 e julho de 2019.

Elas serão implantadas sempre em corredores de ônibus e nas proximidades de escolas e das câmeras de vigilância do COI (Centro de Operações Integradas). 


Fonte: ENVOVERDE

Portos do Arco Norte crescem com demanda de milho e soja para exportação.

Levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostra que o escoamento de grãos pelo Norte/Nordeste do País quanto a movimentação de carga geral cresceu 8,3% de 2016 para 2017 em todo o País. Já os cinco portos do Arco Norte (Porto Velho – RO, Miritituba – PA, Santarém – PA, Itacotiara – AM, Barbacena – PA, e Itaqui – MA) aumentou em 80%. Foram 51,2 milhões de toneladas de soja e milho.

Na avaliação de Fernando Serra de Fernando Serra, gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, a efetivação de investimentos para a região, de forma a proporcionar capacidade de movimentação para Portos Públicos e Privados, contribuiu para o excelente desempenho. O gerente deu o exemplo de que Portos Públicos como Itaqui-MA, Santarém-PA e Porto Velho-RO, se aparelham cada vez mais na adequação de suas infraestruturas e superestruturas, de forma a estarem capacitados ao crescimento das demandas por movimentação.

“Além disso, também há investimentos na ampliação e na implementação de novos portos privados, notadamente nas regiões de Miritituba e Barcarena. Desses portos, a soja e o milho saem para o mercado externo, atendendo, principalmente a destinos na Ásia e Europa”, explicou Serra.

Segundo a ANTAQ, em 2017, o setor portuário brasileiro (portos públicos + terminais de uso privado) movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Esse valor corresponde a um crescimento de 8,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 1,002 bilhão de toneladas.


Fonte: ENVOLVERDE

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Plantio de mogno africano reduz destruição de floresta nativa.
A dificuldade em realizar investimentos sustentáveis e a preocupação com os danos causados pela exploração de florestas nativas fez com que os especialistas em mercado financeiro Thiago Campos e Gilberto Derze criassem a RADIX. Com foco em Mogno Africano, a empresa faz o plantio de florestas comerciais e capta recursos por meio de investimentos coletivos.

Criada em 2015, a RADIX chegou ao mercado para abrir as portas de aplicações sustentáveis a pequenos e médios investidores por meio de cotas de R$ 400 e expectativa de rendimento de 12% ao ano – sem considerar a valorização da madeira. “Investir em florestas é ir além da questão financeira. 

É contribuir com o meio ambiente e ainda ser remunerado por isso”, diz Campos. O processo é 100% on-line e está sendo realizado por uma das maiores plataformas de equity crowdfunding do Brasil, a StartMeUp, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar esse tipo de operação.

Até o momento, os 30 hectares de Mogno Africano plantados pela RADIX somam 20 mil árvores cultivadas e toneladas de dióxido de carbono absorvidas da atmosfera. A companhia auxilia, portanto, na redução de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. “Além disso, quando explorada, a floresta fornece madeira para o mercado com alta produtividade, o que evita a destruição da flora nativa em uma proporção que pode chegar a 10 vezes a área plantada”, afirma Thiago.


Fonte: ENVOLVERDE
Estudo mostra realidade das Unidades de Conservação em biomas brasileiros.
No recente trabalho publicado na revista Acta Oecologica, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC) da UNESP-Rio Claro e um pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) testaram a eficiência da rede das Unidades de Conservação nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica. Para isso o grupo utilizou uma abordagem pouco usual: eles avaliaram como as áreas de proteção (Protected Areas – PAs), como são conhecidas no termo técnico da área, eram eficientes em manter áreas climáticas estáveis ??(Climate Stable Areas – CSAs).

“Áreas climáticas estáveis são áreas que se mantiveram como bioma florestal em diferentes cenários de mudanças climáticas passadas (21 mil, 6 mil anos atrás e atualmente). No passado, esses biomas se moveram geograficamente devido às mudanças climáticas do Holoceno e do Pleistoceno, mas algumas áreas se mantiveram geograficamente e climaticamente estáveis”, segundo o pós-doutorando Thadeu Sobral-Souza, que liderou o grupo. Ele continua, “nossos modelos encontraram justamente quais são essas áreas (ver mapa à esquerda na figura). Em seguida, nós classificamos as CSAs quanto à sua estabilidade temporal, quais delas estavam situadas em áreas protegidas e possuíam remanescentes florestais intactos”.

Os pesquisadores então criaram três classes de prioridade: 1) Área prioritária muito alta [CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta], 2) Área prioritária alta [ CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta fragmentada]; e 3) Área prioritária média [CSAs (6 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta].

“Nossos resultados indicaram que a rede de PAs da Amazônia é quatro vezes mais eficiente que a rede de PAs da Mata Atlântica. Dessa forma, nós propomos que novos esforços de conservação nesses biomas florestais requerem diferentes abordagens para assegurar e aumentar a eficiência das PAs” comenta o Prof. Matheus Lima-Ribeiro da UFG de Jataí.

Por fim, os autores dão um remate final ao trabalho, deixando claras as diferenças nas propostas de conservação. Segundo o Prof. Milton Ribeiro, da UNESP de Rio Claro, “na Mata Atlântica, onde há poucas CSAs e sua distribuição é disjunta, propomos que programas de restauração deveria ser o foco”. Segundo ele, na Amazônia o cenário é totalmente diferente. Ele continua, “no oeste da Amazônia, onde há grandes áreas climaticamente estáveis e com vastas áreas florestais intactas, propomos que as ações devem incentivar a criação de novas PAs e/ou a expansão das mesmas. Já no leste da Amazônia, onde há grandes CSAs com pouco fragmento florestal intacto, comparado ao oeste da Amazônia, sugerimos que programas de restauração passiva, aliada à criação de PAs seja uma medida eficiente de conservação”.

Os autores ainda disponibilizaram as CSAs em arquivos no formato shapefile para download no link permanente: https://github.com/mauriciovancine/CSAs-Amazon-Atlantic-Forest.


Fonte: ENVOLVERDE
Dicas do que colocar de alimentos numa lancheira na volta às aulas.
Nessa época do ano, as mães voltam a se preocupar com a lancheira dos filhos. Variar o cardápio pode não parecer uma tarefa fácil, mas é fundamental para garantir uma alimentação equilibrada. “O ideal é acrescentar na lancheira um alimento de cada grupo, como proteína, fruta e carboidrato, para garantir uma alimentação saudável e, consequentemente, o crescimento e o desenvolvimento da criança. Além disso, o ideal é evitar as opções industrializadas, com alto teor de açúcar, prejudiciais à saúde”, afirma a nutricionista Patrícia Ruffo, Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott.

De acordo com relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo¹. No Brasil, mais de um terço das crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso². Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde, em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo de produtos com alto teor de açúcar e gordura começa cedo no Brasil. O estudo revela que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial3. “Uma alimentação inadequada pode não somente levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a obesidade, mas também dificultar o processo de aprendizado”, alerta Patrícia.

Quando o assunto é a lancheira das crianças, o alimento industrializado ainda é uma das principais opções, seja pela ideia distorcida de praticidade ou até mesmo pelo custo. Outro ponto de atenção é a quantidade de alimentos que devem compor a lancheira, pois muitos pais têm a ideia equivocada de que as crianças precisam comer bastante, excedendo a quantidade necessária, para comer bem.

A nutricionista traz 10 dicas para ajudar os pais na hora de elaborar a lancheira das crianças:

1.No lanche da escola não pode faltar: um líquido, uma fruta, um tipo de carboidrato e um de proteína4,5.

2.Para beber, opte pelos chás, água de coco ou sucos naturais (que podem ser colocados em recipientes térmicos para não perder os nutrientes com o passar das horas). As lancheiras térmicas também são ótimas opções para o melhor acondicionamento da comida.

3.Escolha alimentos de conhecimento da criança. A lancheira da escola deve ser uma extensão da alimentação feita em casa. Não adianta colocar um alimento que a criança não costuma ingerir em casa, pois as chances dele voltar na lancheira são grandes.

4.Os bolos são uma boa opção para rechear a lancheira das crianças, desde que sejam os caseiros, como o de laranja, limão, cenoura ou fubá. Evite os bolinhos industrializados, eles são ricos em açúcares e gorduras.

5.Mande as frutas cortadas e descascadas. A aparência é um fator determinante para a criança ingerir determinado alimento.

6.Os pães podem e devem entrar na lancheira escolar, mas o ideal é variar o tipo para a criança não enjoar: pão francês, de forma ou de milho são algumas opções. É preciso estar atento ao recheio de cada pãozinho. Neste sentido, os patês caseiros são opções saudáveis e nutritivas.

7.Faça a lancheira com a ajuda das crianças: a aceitação dos alimentos tem mais chances de sucesso quando a criança se sente parte da tarefa.

8.Invista nos petiscos saudáveis: frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas e saborosas. O ideal é colocar em um pote fechado ou até mesmo em um saquinho.

9.Pense no cardápio antecipadamente: fazer uma lista para cada dia da semana deixará a rotina mais prática, e evitará cometer excessos.

10.Tenha a suplementação como uma aliada: ela é uma ótima alternativa para suprir as necessidades de nutrientes fundamentais para as crianças: ferro, cálcio, zinco, fibras e vitaminas A e D.

“É importante ter em mente que os hábitos adotados na infância têm grande influência na vida adulta. 

Uma alimentação equilibrada e saudável permite o crescimento e o desenvolvimento adequado das crianças, que se estende a médio e longo prazo”, lembra Patrícia.


Fonte: ENVOLVERDE
Empresas usam eletricidade gerada por fontes renováveis e bactérias.
A Evonik e a Siemens planejam usar eletricidade gerada por fontes renováveis e bactérias para converter dióxido de carbono (CO2) em produtos químicos especiais. As duas empresas estão trabalhando em processos de eletrólise e fermentação, em um projeto de pesquisa em conjunto chamado Rheticus. O projeto foi lançado no último mês e deve ter duração de dois anos. A primeira usina de teste está programada para entrar em operação até 2021 na instalação da Evonik, em Marl, na Alemanha, que produz produtos químicos como butanol e hexanol, que são usados na produção de plásticos especiais e suplementos alimentares, por exemplo. A próxima etapa pode ser uma usina com capacidade para produzir até 20 mil toneladas por ano. Existe também a possibilidade de fabricar outros produtos químicos especiais ou combustíveis. Cerca de 20 cientistas das duas empresas estão envolvidos no projeto.

“Estamos desenvolvendo uma plataforma que nos permitirá produzir produtos químicos de forma muito mais econômica e verde do que hoje”, explica o Dr. Günter Schmid, responsável pelo projeto técnico da Siemens Corporate Technology. “Com a nossa plataforma, as empresas de energia poderão, no futuro, expandir suas usinas de acordo com suas necessidades”. A nova tecnologia combina vários benefícios. Além de permitir a produção sustentável de produtos químicos, ela também serve como um armazenamento de energia, podendo atender às oscilações de energia e ajudar a estabilizar a rede de distribuição. O projeto Rheticus está vinculado à Iniciativa Kopernikus de transição energética na Alemanha, que busca novas soluções para reestruturar o sistema energético. O projeto Rheticus receberá 2,8 milhões de euros de financiamento do Ministério da Educação e Pesquisa (BMBF) da Alemanha.

“Com a plataforma Rheticus, queremos mostrar que a fotossíntese artificial é viável”, acrescenta o Dr. Thomas Haas, responsável pelo projeto no departamento de pesquisa estratégica da Evonik Creavis. A fotossíntese artificial é onde o CO2 e a água são convertidos em produtos químicos usando uma combinação de etapas químicas e biológicas, em um processo semelhante àquele aplicado pelas folhas, que usam clorofila e enzimas para sintetizar a glicose.

A Siemens e a Evonik estão dedicando suas competências principais para essa colaboração de pesquisa. A Siemens fornece a tecnologia de eletrólise, que é usada no primeiro momento para converter dióxido de carbono e água em hidrogênio e monóxido de carbono (CO) usando eletricidade. A Evonik contribui com o processo de fermentação, convertendo gases que contêm CO em produtos úteis por meio de processos metabólicos com a ajuda de micro-organismos especiais. No projeto Rheticus, estas duas fases – eletrólise e fermentação – são ampliadas no laboratório e combinadas em instalações de testes técnicos.


Fonte: ENVOLVERDE
Cemaden e UKMet projetam riscos de extremos climáticos.
As análises dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas e as projeções de riscos de inundações e de seca no Brasil foram os focos das reuniões realizadas, em janeiro, no Reino Unido, entre os pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações –  e do Serviço Meteorológico do Reino Unido (UK Met Office).

As reuniões entre os cientistas do UK Met Office e do Cemaden resultaram na identificação de oportunidades de colaboração contínua nos estudos sobre atribuição de eventos operacionais  e no aperfeiçoamento do modelo de representação da inundação de zonas úmidas na superfície terrestre. 

Foram, também, discutidas as projeções de risco de inundação no Brasil, além do potencial reconhecimento de causas resultantes da intervenção humana em eventos extremos.

“A participação do Cemaden no programa CSSP-Brasil oferece a oportunidade de capacitação no uso dos modelos climáticos desenvolvidos pelo UK Met Office.”, informa o hidrólogo Conrado Rudorff. 

“Isso contribuirá para as análises dos efeitos das mudanças climáticas sobre a infraestrutura de segurança hídrica nacional e os riscos de desastres naturais.”, complementa o pesquisador do Cemaden.

“Estamos estabelecendo um plano de pesquisa para avaliar as causas da seca dos últimos seis anos na Região Nordeste do Brasil, em parceria com o UK Met Office.”, informa o pesquisador e meteorologista do Cemaden, Christopher Cunningham, ressaltando que a ideia é levantar o potencial reconhecimento de  causas antrópicas em eventos extremos, como por exemplo, ondas de calor e períodos de chuvas intensas. “O Cemaden terá oportunidade de avaliar – em parceria com diversas instituições europeias, integrantes do projeto Helix – os impactos potenciais através de simulações climáticas globais de alta resolução”, afirma o pesquisador.


Fonte: ENVOLVERDE

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Brasil foi o primeiro país no mundo a proibir o uso dos aditivos em cigarros.
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil manteve a validade da resolução 14/2012, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que impede o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco. Com isso, volta a ficar proibido o uso desses agentes para, por exemplo, modificar o sabor e o cheiro de cigarros, tornando-os mais atrativos, principalmente para os jovens. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OPAS), comemorou a sentença.

“O Brasil dá um importante passo em direção ao cumprimento da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT) e se junta ao Uruguai, Panamá e Costa Rica, que já proibiram aditivos na região das Américas”, destaca o consultor de Tabaco do escritório da OPAS/OMS no Brasil, Diogo Alves.

Em seus votos contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4874, os ministros do STF Celso de Mello, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber se ampararam em evidências da OPAS/OMS sobre a epidemia do tabagismo e seus custos econômicos.

O uso do tabaco é a principal causa evitável de mortes em todo o mundo, tirando a vida de mais de 7 milhões de pessoas por ano. Além disso, é um dos principais fatores de risco comuns para as doenças crônicas não transmissíveis (como câncer e diabetes), que levam à morte de 40 milhões de pessoas por ano – o equivalente a 70% de todas as mortes em todo o mundo.

Os custos econômicos do consumo do tabaco também são enormes, totalizando mais de 1,4 trilhão de dólares — cerca de 4,43 trilhões de reais — em despesas de saúde e perdas de produtividade.

A maioria dos fumantes começa a consumir esses produtos antes dos 18 anos de idade, o que torna os jovens estrategicamente importantes para a indústria do tabaco. Um estudo realizado em 2014 nos Estados Unidos demonstrou que 73% dos estudantes do high school — equivalente no Brasil ao ensino médio — e 53% dos alunos da middle school — equivalente ao ensino fundamental — que haviam consumido derivados de tabaco nos últimos 30 dias usaram produtos com sabor.

Segundo as diretrizes parciais da OMS para a implementação da CQCT, aprovadas por consenso durante a 4ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro em 2010, a regulamentação dos ingredientes destina-se a reduzir a atratividade dos produtos de tabaco, podendo, assim, contribuir para diminuir a prevalência do seu uso e a dependência entre usuários novos e contínuos.

A OMS recomenda aos países que regulamentem, proíbam ou restrinjam colorantes e ingredientes que possam ser usados para melhorar o gosto ou criar a impressão de que sejam positivos para a saúde. O mesmo vale para ingredientes que estejam associados a energia e vitalidade.

O Brasil foi o primeiro país no mundo a proibir, em 2012, o uso dos aditivos. Posteriormente, pelo menos 33 outros países baniram produtos de tabaco com os chamados flavorizantes (aditivos de sabor), como Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Cingapura e Tailândia.


Fonte ONUBR
Câncer é o maior desafio dos sistemas de saúde no Brasil.
O câncer é uma das doenças que mais desafia os sistemas de saúde no Brasil e no mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), devem surgir no país 1,2 milhão de novos casos da doença em 2018 e 2019. Só este ano, a estimativa é de 582 mil novos casos. Atenta ao problema e para reforçar a preocupação com o tema – lembrado neste domingo (4/2), Dia Mundial do Câncer –, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca algumas das principais medidas que vêm sendo propostas e implementadas junto ao setor de planos de saúde para prevenir e tratar a doença.

Desde janeiro, a lista mínima obrigatória de cobertura dos planos de saúde contempla novos procedimentos dedicados ao cuidado oncológico. Foram incluídos oito medicamentos orais para tratamento de diversos tipos de câncer, como de pulmão e próstata, além de melanoma e leucemia. 

Também foi adicionado à lista mínima o exame PET-CT para o acompanhamento de tumores neuroendócrinos e a cirurgia laparoscópica para tratamento do câncer de ovário. Alguns destes procedimentos possuem as chamadas Diretrizes de Utilização, que estabelecem critérios para que a cobertura seja obrigatória, o que permite uma incorporação mais ampla de novas tecnologias. Com a atualização do Rol, a ANS busca assegurar acesso dos beneficiários de planos de saúde a procedimentos nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes, refletindo no ganho de qualidade de vida.

A Agência também incentiva as operadoras de planos de saúde a implantarem programas de promoção da saúde e prevenção de doenças (Promoprev), uma vez que o aumento da prevalência das doenças crônicas, incluindo o câncer, enseja ações mais voltadas para os cuidados preventivos. De acordo com última edição do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, somente em 2016, os beneficiários de planos de saúde realizaram 1.004.900 consultas com oncologista, 1.184.159 sessões de quimioterapia, 1.216.632 sessões de radioterapia e 314.748 internações decorrentes de neoplasias.

Outra frente da ANS voltada a melhorias na assistência oncológica prestada pela saúde suplementar é o Projeto OncoRede. A iniciativa, desenvolvida em parceria com institutos de pesquisa, instituições de referência no tratamento do câncer e associações de pacientes, visa implantar um novo modelo de cuidado para beneficiários de planos de saúde, propondo um conjunto de ações integradas para reorganizar, estimular a integração e aprimorar a prestação de serviços de atenção oncológica na rede de saúde suplementar. 


Fonte: ENVOLVERDE
Distribuição irregular de chuvas no verão prejudica municípios brasileiros.
Em pleno verão, quando as chuvas são mais corriqueiras e servem para encher reservatórios superficiais e subterrâneos,  o desequilíbrio na distribuição das chuvas está levando a extremos. O Ministério da Integração Nacional reconheceu situação de emergência em municípios de sete estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Sergipe e São Paulo.

A seca e estiagem prolongada afeta os municípios de Santa Teresinha e Água Fria, na Bahia; Carira e Gararu, em Sergipe; e os municípios mineiros de São João da Ponte, Januária, Juramento, Novorizonte, Luislândia, Ibiracatu, Várzea da Palma, Gameleiras, São Francisco e Pai Pedro.

Já os municípios de Miracatu, em São Paulo; Mirassol D Oeste, em Mato Grosso; e Novo Horizonte do Sul, Tacuru e Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, foram afetados por chuvas intensas.

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar apoio da Defesa Civil Nacional para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas pelos desastres naturais.

Para acessar o apoio emergencial, disponibilizado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), os municípios devem apresentar um relatório com o diagnóstico dos danos e um plano de resposta. Após a análise, se aprovado, o recurso é definido e liberado.


Fonte: ENVOLVERDE
TCE de São Paulo cria observatório para monitorar ODS da ONU.
Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Tribunal de Contas do estado de São Paulo (TCESP) lançou o Observatório do Futuro, uma iniciativa para acompanhar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Projeto cria um núcleo de monitoramento que vai realizar estudos e atividades de capacitação de servidores, colaborando com a sistematização e divulgação de dados e boas práticas.

“Como órgão de controle externo e ferramenta para o exercício da cidadania, não poderíamos deixar de participar desse processo mundial de busca pelo bem comum e pela efetividade das políticas públicas. O TCE pode auxiliar na conscientização dos administradores e ainda orientá-los a incluir essas metas no planejamento dos governos”, afirmou o presidente da corte, Sidney Beraldo.

Encarregados da primeira análise sobre o uso dos recursos estatais, os fiscais verificam questões de legalidade e legitimidade, tendo em vista a eficiência e a efetividade da aplicação de recursos em políticas públicas. A partir dessa avaliação, técnicos, auditores e conselheiros do TCESP podem avaliar a qualidade do gasto de governos e instituições. Os ODS passarão a fazer parte da lista de itens conferidos pelos fiscais.

Por meio do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M), o Tribunal já monitora as atividades desenvolvidas por agentes públicos. Com isso, o órgão é capaz de identificar características da gestão municipal, de forma clara e objetiva, consolidadas em um único índice. O IEG-M será utilizado pelo Observatório como ferramenta de acompanhamento da incorporação dos ODS nas políticas.

“Com o lançamento do Observatório, o Tribunal de Contas de São Paulo coloca-se na vanguarda do acompanhamento dos ODS. A extensa base de dados do IEG-M mostra-se uma poderosa ferramenta para fazer uma verificação concreta do avanço dos indicadores dos ODS. O PNUD Brasil vê com muita alegria a parceria com o TCE, considerando que é um agente fundamental para auxiliar no alinhamento das políticas públicas com uma visão integrada em comum, consubstanciada nos ODS”, disse o representante-residente do PNUD, Niky Fabiancic.


Fonte: ONUBR
ONU lança lista das ameaças ambientais para 2018.
A ONU Meio Ambiente listou as principais ameaças ambientais que precisarão ser enfrentadas este ano. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos, entre outras. Veja a lista completa.
1. Recifes de coral
Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano.

2. Poluição por plástico
Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018.

3. Deixar o mundo dos esportes mais verde
Com as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang, na Coreia do Sul, no mês que vem, a Copa do Mundo da Rússia, em junho e julho, e os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude, em Buenos Aires, em outubro, 2018 será um ano esportivo. Fique atento aos anúncios de novos compromissos de sustentabilidade de importantes organizações esportivas. Com bilhões de fãs de esporte no mundo todo, o impacto potencial é enorme.

4. Meio ambiente e migração
Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa.

5. Cidades e mudanças climáticas
Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos.

6. Grandes gatos
No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os “grandes gatos” do mundo.


Fonte: ONUBR

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Programa de crédito universitário do País anuncia a captação de R$ 200 milhões.
Com 12 anos de atuação e mais de 120 mil estudantes beneficiados, o PRAVALER, maior programa de crédito universitário do País, anuncia a captação de R$ 200 milhões para crédito a estudantes – maior valor já captado para essa finalidade no país. A demanda para a nova captação foi mais que o dobro do valor efetivamente captado e alcançou R$ 420 milhões.

“A alta demanda deixa clara a perspectiva positiva do mercado para a nossa empresa, que há 12 anos criou no Brasil o mercado de crédito privado estudantil”, explica Luiz Barros, CFO da Ideal Invest, gestora do PRAVALER.

“Assim como o mercado, temos certeza que haverá maior demanda pelo crédito privado e as instituições de ensino podem contar com o PRAVALER. Já temos esse modelo em atuação, com sucesso em 500 instituições de ensino em todo Brasil, que representam 55% das matrículas do ensino superior privado. Nossa experiência nos fez chegar a um modelo de análise de crédito proprietário que garante aprovação de um elevado percentual de alunos, com inadimplência controlada, o que viabiliza a sustentabilidade do negócio ao longo do tempo, mesmo no recente período de crise econômica”, complementa Carlos Furlan, CEO da Ideal Invest.

A perspectiva de maior demanda reflete também as novas modelagens do Fies. O Governo Federal sancionou em dezembro de 2017 regras do Novo Fies, que passa a contar com três modalidades a partir de 2018. Com as mudanças, agentes privados como o PRAVALER poderão oferecer o financiamento estudantil aos alunos que não se enquadrarem às novas regras do FIES 1, que conta exclusivamente com recursos públicos). O PRAVALER está completamente preparado para atender à demanda já neste início de 2018.


Fonte: ENVOLVERDE
Medidor mostra que 61% dos deputados atuam contra agenda socioambiental no Brasil.
Pelo menos 313 deputados federais, ou 61% da Câmara, têm atuação parlamentar — em votações ou na elaboração de projetos de lei — desfavorável à agenda socioambiental, que envolve a preservação do meio ambiente, os direitos dos trabalhadores rurais e a defesa de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

Os dados são resultado de um levantamento inédito feito pela Repórter Brasil por meio do Ruralômetro, banco de dados e ferramenta interativa que avalia o comportamento dos deputados eleitos em 2014 diante da agenda socioambiental.

O Ruralômetro foi lançado nesta terça-feira (30 de janeiro) no site da Repórter Brasil, e tem acesso gratuito: http://ruralometro.reporterbrasil.org.br.

O levantamento avaliou 131 projetos de lei cujos autores são deputados eleitos em 2014 e 14 votações nominais (em que deputados registram seu voto). Todos apresentam algum tipo de impacto ao meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores rurais.

Oito organizações independentes do terceiro setor classificaram essas votações e projetos de lei como favoráveis ou desfavoráveis (à agenda socioambiental), o que permitiu avaliar e pontuar os parlamentares. São elas: Instituto Socioambiental (ISA), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados(as) Rurais (Contar), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Greenpeace e Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente.

Entre os deputados com pior pontuação – representados no Ruralômetro com temperaturas febris variando de 37,4⁰C a 42⁰C graus de febre -, há ministros do atual governo, ex-ministros e pré-candidatos. Dos 313 deputados que tiveram comportamento legislativo desfavorável à agenda socioambiental, quase a metade (49%) é da bancada ruralista, ou seja, são integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

O deputado pior avaliado é o presidente da bancada ruralista, Nilson Leitão (PSDB-MT), que foi pontuado com 42⁰C de febre. Leitão é autor de nove projetos de lei desfavoráveis e votou ‘sim’ em sete medidas provisórias ou projetos de lei considerados desfavoráveis ao setor socioambiental.

Enquanto Leitão tem 42℃ de febre, a aspirante a ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, tem 39,3℃, e os ministros Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Leonardo Picciani (Esportes) têm 40℃ e 40,2℃ respectivamente. Dos pré-candidatos, Jair Bolsonaro (presidência) tem 38,7⁰C e Celso Russomanno (governo de São Paulo), tem 39,8⁰C de febre.


Fonte: ENVOLVERDE